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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Atleta cruza país pelos cadeirantes

De bicicleta, Geraldo de Souza Castro já fez várias excursões com o objetivo de melhorar o mundo

Descrição imagem: dedicação. José Geraldo, o Zé do Pedal (centro), em Boa Vista (RR), no início de sua nova jornada
Acostumado a pedalar mundo afora, o mineiro José Geraldo de Souza Castro, conhecido como Zé do Pedal, iniciou na última segunda-feira mais uma viagem em prol de uma causa social. Desta vez, ele caminhará por 327 cidades em 20 Estados, levando uma cadeira de rodas como manifesto em defesa dos direitos dos cadeirantes, ele cruzará o Brasil de norte a sul. O ponto de partida foi a cidade de Uiramutã, na divisa de Roraima com a Venezuela, e o final será no Chuí (RS), em fevereiro de 2015, totalizando 10.700 km e 150 milhões de passos.

“A ideia do projeto nasceu em junho de 2008, durante a viagem rumo a Joanesburgo, quando, na passagem pela cidade de León, escutei uma voz feminina dizendo ‘no puedo’ (não posso). Era uma jovem em uma cadeira de rodas tentando subir um pequeno passeio de 15 cm de altura. A cena me chocou e comecei a refletir sobre a situação das pessoas com necessidades especiais”, disse Castro.
Essa não é, porém, a primeira campanha do atleta. Ele começou suas “excursões” na Europa, durante a Copa de 1982, em Barcelona, e já pedalou para divulgar campanhas internacionais de combate a doenças, para chamar a atenção de governantes sobre a condição subumana de crianças nordestinas, sobre a poluição do ro São Francisco e até mesmo pela poluição das águas internacionais.
Fotógrafo, ativista, técnico em turismo e ambientalista, durante a “Extremas Fronteiras – Barreiras Extremas” Zé do Pedal terá, pela primeira vez, companheiros: o estudante de engenharia elétrica Adilson Pereira dos Santos Júnior, 24, e o engenheiro mecânico Vinicius Matsumoto, 24.
(fonte: O Tempo) 

segunda-feira, 4 de março de 2013

BH RECEBE COPA BRASIL DE ESGRIMA EM CADEIRA DE RODAS

(descrição imagem: cadeirantes em competição de esgrima)
Competição reunirá os melhores esgrimistas em cadeira de rodas do País na capital mineira, entre os dias 8 e 10 de março A cidade de Belo Horizonte (MG) receberá pela primeira vez uma competição de esgrima em cadeira de rodas. A Copa Brasil da modalidade reunirá 32 atletas de Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo no salão do Ouro Minas Hotel, entre os dias 8 e 10 de março.
Entre os competidores estará o medalhista de ouro nas Paralimpíadas de Londres-2012, Jovane Guissone. O gaúcho que foi o primeiro brasileiro a subir ao pódio em uma edição dos Jogos na modalidade, se prepara para sua primeira competição internacional após Londres, a Copa do Mundo de Montreal, no Canadá, no mês que vem.
A competição em Belo Horizonte será importante para a definição da Seleção Brasileira que representará o País no Canadá.
Com patrocínio da Caixa Loterias, a Copa Brasil de Esgrima em Cadeira de Rodas tem duas etapas. A próxima acontecerá em junho, em São Paulo (SP).
I Copa Brasil de Esgrima em Cadeira de Rodas 2013
Local: Ouro Minas Hotel – Avenida Cristiano Machado, 4001 – Palmares, Belo Horizonte (MG)

Programação
DIA 8: SEXTA-FEIRA
• 9h: Competições – Florete Masculino A, Espada Feminina A, Espada Masculina B, Florete Feminino B, Florete Masculino C e Espada Feminina C
• 17h: Finais do dia

DIA 9: SÁBADO
• 9h: Competições – Espada Masculina A, Florete Feminino A, Florete Masculino B, Espada Feminina B, Espada Masculina C e Florete Feminino C
• 17h: Finais do dia

DIA 10: DOMINGO
• 8h: Competições – Provas por Equipe Masculina e Feminina
• 12h: Finais e Cerimônia de Premiação

(fonte: CPB)

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Anac vai rever normas de atendimento a cadeirantes

Em todo o País, Infraero tem apenas 4 ambulifts, equipamentos para tirar pessoas com problema de mobilidade dos aviões.
Para garantir os direitos dos passageiros com algum tipo de deficiência física, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aprovou em 2007 uma série de normas que gerem o acesso desses passageiros aos aeroportos e aviões. Tais normas estão sob revisão e, segundo a Anac, deverão ser colocadas sob consulta pública no próximo mês.
De acordo com a resolução, é dever das companhias aéreas assegurar o movimento de pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida entre as aeronaves e o terminal. “As empresas deverão oferecer veículos equipados com elevadores ou outros dispositivos apropriados para efetuar o embarque e desembarque nos aeroportos que não disponham de pontes de embarque, ou quando a aeronave estacionar em posição remota”, diz a norma. Além disso, as empresas devem ter funcionários capacitados para atender, acompanhar e acomodar nos assentos os passageiros que necessitam de assistência especial.
À Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) cabe a responsabilidade de delimitar áreas específicas para o desembarque e embarque de passageiros com deficiência e reservar pelo menos 2% do total de vagas nos estacionamentos.
Elevadores. A Infraero afirma que a prática comum dos aeroportos é de tentar organizar o desembarque para que os aviões que possuem passageiros com deficiência física utilizem as pontes de desembarque e evitem o uso dos elevadores. Mesmo assim, a empresa disponibiliza elevadores especiais – os ambulifts -, que podem ser utilizados pelas companhias. A empresa possui, no entanto, apenas quatro elevadores, espalhados pelos maiores aeroportos do País: Guarulhos e Congonhas em São Paulo, Galeão, no Rio, e Brasília.
Procuradas, as principais companhias aéreas disseram possuir equipamentos suficientes para o transporte dos deficientes. A TAM diz ter ambulifts em Guarulhos e Congonhas e cadeiras motorizadas nos outros aeroportos. A Gol, por sua vez, afirmou que 60 cadeiras facilitam a subida e a descida dos passageiros cadeirantes nos aeroportos. Já a Azul disse ter quatro ambulifts – dois em Viracopos, um em Confins e um que entrará em serviço no Galeão neste semestre. Ainda de acordo com a empresa, 12 cadeiras robóticas atendem os demais aeroportos.
Segundo a Anac, o número de pessoas que solicitaram atendimento especial entre 2009 e 2011 estava em torno 2,7% – a maioria eram menores desacompanhados, crianças de colo, idosos e gestantes.
(Fonte: O Estado de S. Paulo)