Confira a entrevista com a fotógrafa paulista Kica de Castro que, em 2007 criou a primeira agência formada 100% por modelos com alguma deficiência: OUÇA AQUI
Mostrando postagens com marcador moda e inclusão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador moda e inclusão. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
OUÇA ENTREVISTA COM A FOTÓGRAFA KICA DE CASTRO
Marcadores:
agencia modelos com deficiencia,
eficiencia especial,
fotografia de deficientes,
Kica de Castro,
marcia francisco,
moda e inclusão,
modelo inclusiva
domingo, 25 de agosto de 2013
MARCELO TOLEDO - UM OLHAR SOBRE A INCLUSÃO DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA
Confiram no video, a seguir, depoimento do designer argentino Marcelo Toledo para o nosso "Eficiência Especial".
Gravação sem edições, por Márcia Francisco, em Belo Horizonte, 21 de agosto de 2013, por ocasião do lançamento da exposição internacional "Evita: figura, mulher e mito" - Shopping Diamond Mall - BH/MG - Brasil.
Tradução, por Márcia Francisco: "Em primeiro lugar, estou muito próximo à pessoas com necessidades especiais, porque desde onde se fazem os trabalhos manuais, se pode incluir as pessoas. É possível conseguir que uma pessoa que não sabe fazer algo e se sente diferente ou diminuída em uma técnica, através de um trabalho possa vir a ter uma inclusão social. Neste momento estou trabalhando com uma fundação, na Argentina, que se chama “Fundación de Artes y Ofícios” cuja missão é dar um trabalho a pessoas que não sabem fazer nada. E entre essas pessoas estão pessoa s com e sem deficiência. A idéia é fornecer as ferramentas para que possam , diariamente, obter sua comida por meio de trabalho. E, estamos em um projeto com esta fundação desenhando uma cruz para o Papa Francisco, uma vez que o Papa está para fazer uma doação de um novo prédio e querem agradecê-lo com uma cruz de prata. Assim , em minha realidade, dentro de minhas possibilidades, sempre dar sempre uma mão aos que precisam para conseguir que se incluam."
Marcadores:
designer argentino,
diamond mall,
eficiencia especial,
evita figura mulher e mito,
inclusão e moda,
marcelo toledo,
marcia francisco,
moda e inclusão,
papa francisco
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Beleza e deficiência não são opostos, diz criadora de agência de modelos
Kica de Castro trabalha com 80 modelos com deficiência em todo o país.
Demanda cresce, mas preconceito ainda predomina, afirma ela.
Kica de Castro em seu estúdio
(Foto: Giovana Sanchez/G1)
"Aqui, ninguém usa Photoshop", alerta a fotógrafa Kica de Castro para quem entra em seu estúdio, no bairro do Tatuapé, na Zona Leste de São Paulo. "E sou muito grata à tecnologia HD, que mostrou que todos têm defeitos, ajudou a reassaltar a imperfeição". Kica tem 35 anos e há 12 anos trabalha com fotografia para deficientes. Primeiro, num centro de reabilitação, fazendo fotos de prontuários e fichas médicas. "Era tudo muito frio e eles ficavam inibidos de ter que ficar sem roupa e ser fotografados com uma plaquinha, como numa prisão."Foi então que ela resolveu dar mais vida para a sala de fotos. "Fui na 25 de março e comprei tudo que você pode imaginar de quinquilharia. Aí, quando os pacientes vinham, fazia quase um editorial de moda com eles, até ficarem a vontade para a foto médica".
Em suas fotos, os aparelhos ortopédicos aparecem como acessórios. "Acho que agora as pessoas estão conseguindo enxergar que beleza e deficiência não são palavras opostas, mas ainda existe muito preconceito", diz ela. Até hoje, ela diz que a agência faz mais trabalhos para fora do Brasil.
Confira a entrevista com Kica:
G1 - Como você teve essa ideia da agência?
Kica de Castro - Na verdade foi uma coisa muito por acaso. Sou publicitária e estava meio estressada, isso no começo de 2000. Aí, resolvi largar tudo para fazer fotografia. Comecei com os eventos sociais e corporativos, mas a partir de 2002 recebi um convite para ser chefe do setor de fotografia de um centro de reabilitação. E lá o foco era a deficiência física. Fazia os prontuários médicos, artigos científicos. Era da forma mais fria possível. Era uma sala pequena, fundo branco, e as pessoas tinham que ficar de peças íntimas ou em alguns casos nuas. As fotos eram feitas nas quatro posições globais (frente, costas e laterais), acompanhada de uma plaquinha do lado com o número do prontuário. Não tinha nenhum paciente que olhasse para aquela situação e não perguntasse 'Estou sendo fichado, é foto para presídio?'. E eu não tinha experiência, não sabia lidar com aquilo.
Passados os 3 meses de experiência, não sabia se ia aguentar, as pessoas não se comunicavam comigo, algumas choravam quando iam tirar a roupa, era muito invasivo para a autoestima do paciente. Aí tive uma conversa com uma amiga do setor de psicologia que me disse: 'faça o seu trabalho da melhor forma possível e tente se aproximar das pessoas'.
Aí, no dia seguinte fui na Rua 25 de Março (via mais importante de comércio popular de São Paulo) e com R$ 120 fiz a festa. Comprei tudo o que você pode imaginar em quinquilharia, bugiganga, revistas masculinas e femininas de moda. Na segunda-feira cheguei ao trabalho e fui até barrada pelo segurança de tão grande que estava a minha sacola.
Quando os pacientes chegavam e eu pedia para eles tiarem a roupa, dizia que era uma foto para um editorial de moda e deixava tudo ali a disposição para eles se enfeitarem. As fotos mantinham o mesmo padrão científico, mas as pessoas tinham 5 minutos de contato com a vaidade delas. Então eles se maquiavam, se penteavem, se olhavam no espelho.
G1 - Eles ficavam mais a vontade?
Kica - Ficavam. Eles passavam pela situação de estar nu, mas não tinha mais aquele comentário de 'estou sendo fichado'. [...] E eles iam me contando a história delas, muitos tinham o sonho de serem modelos e eu incentivava eles a correr atrás do sonho. Para a minha surpresa eles começaram a me pedir books particulares. Como trabalhava na instituição e o espaço era mais acessível, eu só cobrava o preço de custo. Quando eles viam a foto revelada, eles diziam 'nossa, mas essa sou eu sem maquiagem, sem photoshop?'. Com essa produção, com essa luz, as pessoas ficavam motivadas. Elas foram atrás das agências e pra minha surpresa, todas as respostas eram negativas.
As meninas começaram a voltar com a mesma baixa autoestima. Eu dizia: 'isso não pode acontecer!' E elas me falavam que a única pessoa que acredita no potencial elas era eu. Aí, em 2005, comecei a fazer uma pesquisa que me levou para Europa.
Cleonice Terra, modelo da agência de Kica com
paralisia cerebral (Foto: Kica de Castro/Divulgação)
Kica - Têm. Na Alemanha tem o concurso 'a mais bela cadeirante'. Na França e na Inglaterra tem um reality show só para pessoas com deficiência, que é mais inclusivo. Na Alemanha, há anúncios publicitários para venda de aparelhos ortopédicos, diferente daqui, que é só um catálogo de cores.
Algumas poucas ações eram vistas aqui, mas nada na passarela, voltado pra fotografia. Era sempre essa coisa de recepção de eventos, coisas pequenas.
G1 - E aí você teve a ideia de trazer para o Brasil?
Kica - É. Mas tive que começar lá fora, para poder ser reconhecida aqui dentro. Tive contato com a agência na Alemanha justamente para fazer valer, colocar isso na cabeça do povo. Lá fiz pesquisa e o contato se mantém até hoje.
Em 2007, atribuí as atividades que já tinha como fotógrafa, aproveitei meu CNPJ justamente para poder colocar como Agência de Modelos para Profissionais com Alguma Deficiência.
G1 - E como foram esses anos, de 2007 pra cá?
Kica - Costumo avaliar a partir de 2010. Os 3 primeiros anos foram de implantação do conceito. Ninguém sabia disso, ninguém acreditava no potencial, então exploramos bem esse lado. A partir de 2010, alguns resultados já foram surgindo nas passarelas, em editoriais de moda.
G1 - Vocês fazem trabalhos fora do Brasil também?
Kica - Bastante.
G1 - Mais do que aqui?
Kica - Sim. Principalmente as amputadas. É a visão brasileira. O brasileiro tem essa coisa de que para ser modelo tem que ser Gisele Bündchen, tem que ter 1,80 m, magra, olho verde e loira de preferência.
Priscila Menucci, modelo de 91cm (Foto: Giovana
Sanchez/G1)
Na agência temos 80 profissionais, mas as oportunidades ainda são poucas.
G1 - Como é feita a seleção?
Kica - O processo seletivo é feito como um processo convencional. Porque estamos falando de inclusão de mercado de trabalho, de um mecado totalmente ditador. Ou seja, ou você entra na regra do que já existe ou não dá para trabalhar com moda. O processo é feito da mesma maneira de uma modelo convencional, a pessoa passa testes, entevistas, tem que ter curso profissionalizante. É uma exigência básica da agência. A pessoa tem que estar preparada para enfrentar o mercado de trabalho.
Se você não estiver preparado para o mercado de trabalho, aqui não tem espaço para o assistencialismo. Aqui obrigo todo mundo a ter uma primeira profissão, justamente para poder manter a segunda profissão, que é ser modelo, porque infelizmente ainda são poucas as modelos que vivem de modelagem. É o que falo para as meninas: estudar e ter uma profissão que mantenha tudo.
G1 - A sua agência se mantém só com as fotos de moda? Você abandonou a fotografia de eventos que fazia?
Kica - Continuo. O mercado está abrindo as portas, mas ainda não está totalmente aberto. Muito pelo contrário. As pessoas estão começando a ver nosso trabalho, dão algumas oportunidades, mas ainda são poucas e precisamos correr muito.
[...] As pessoas estão vendo a inclusão na área de beleza e sensualidade de forma diferente, estão conseguindo enxergar que se pode ser profissional, que beleza e deficiência não são palavras opostas.
(fonte: G1 - por Giovanna Sanchez SP)
Marcadores:
agencia modelos com deficiencia,
deficiencia 2012,
deficiente 2012,
eficiencia especial,
kika castro,
marcia francisco,
moda e deficiencia,
moda e inclusão,
modelos deficientes
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
EM MARINGÁ: Desfile de moda de deficientes físicos emociona convidados
(descrição foto: modelo deficiente fisico feminino desfila - mera ilustração - fonte APNEM - não diz respeito ao desfile da matéria)
O Dia Internacional do Deficiente Físico foi marcado por muita emoção na segunda-feira, 5 de dezembro, com o desfile de pessoas portadoras de necessidades especiais, em passarela montada no Mandacaru Boulevard. Celebrado no dia 3 de dezembro, a data tem o objetivo da conscientização, compromisso e ações que transformem a situação de portadores com deficiência no mundo.
Durante a celebração organizada pela Secretaria de Assistência Social e Cidadania (SASC), foi realizado também o lançamento comemorativo à data, além de apresentações artísticas com dança, teatro e música. A Organização das Nações Unidas calcula que no mundo existam cerca de 600 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência.
Para Brenda Leci Pereira Gimenes, de 33 anos, que possui uma deficiência visual, a oportunidade de desfilar na passarela foi um dos momentos mais emocionantes que vivenciou. “Sentir o público e saber que de alguma forma temos um talento é muito importante para nós que temos algum tipo de deficiência”, emocionou-se Brenda.
O secretário Ulisses Maia destacou que de todos os eventos realizados pela SASC nenhum foi tão marcante. “Depois de assistir esse desfile não tenho muitas palavras para descrever a emoção vivenciada pela platéia, formada por familiares, entidades assistenciais e pelos protagonistas do desfile. Gostaria de agradecer a participação da imprensa em divulgar o Dia do Deficiente e mostrar à sociedade que pode fazer a diferença na vida dos portadores”.
O prefeito Silvio Barros agradeceu todos os parceiros na organização do evento e lembrou que os portadores de necessidades especiais são cidadãos como todos os outros e merecem toda a atenção do poder público. “A acessibilidade é o item que está em todos os nossos projetos, como nas escolas municipais com os elevadores, e um outro projeto em discussão com de instalação de sinais sonoros nos semáforos. Queremos fazer a nossa parte” , destacou o prefeito.
Dona Bárbara Barros, mãe do prefeito Silvio Barros, parabenizou o trabalho dos alunos do curso de Design do Senai de Cianorte, no desenho e confecção dos vestidos, e lembrou que todos de alguma forma podem contribuir com os deficientes físicos. “Pequenos gestos como auxiliar a travessia de deficientes visuais nas ruas, portadores que não conseguem pegar alimentos em uma gôndola num mercado, são algumas das ações que as pessoas podem realizar, fazendo a diferença na vida dessas pessoas que têm algum tipo de necessidade especial”, explicou.
O presidente do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência, Ismael Roberto, agradeceu a SASC e a Prefeitura Municipal. Ele disse esperar que a população se conscientize pela causa. “Adaptações são muito importantes para os portadores, mas além disso o que queremos é a integração dos deficientes com a sociedade, participando e interagindo em nossas vidas”, destacou.
(fonte: Prefeitura Municipal de Maringá)
Assinar:
Postagens (Atom)

