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sábado, 6 de julho de 2013

EFICIÊNCIA ESPECIAL - ANO III


Hoje é o segundo aniversário do Eficiência Especial.
Espaço criado por mim, que nasceu a 06 de julho de 2011, para valorizar a importância da inclusão de pessoas com deficiência e já conta com mais de 51 mil acessos. Não sou portadora de necessidades especiais, no entanto, esta causa tem valor universal, é direito humano e tornou-se minha, de coração. Aqui, a proposta é, através das publicações, ser ponte e estabelecer um contato com a realidade das pessoas com deficiências físicas, mentais, visuais ou qualquer tipo de barreira, temporária ou não. O olhar é para a aula de superação possível que recebemos de pessoas que, indo além de suas limitações, sem necessidade de piedade, tornam-se "eficientes especiais", acredito nisso. A superação em qualquer ser humano é exemplo útil ao aprendizado de outro. A inclusão social de pessoas com deficiência e a inclusão paradesportiva nos apresentam novas perspectivas de vida integral, dignidade e respeito ao ser humano. Olhares transversais às questões sócio-econômico-culturais de um povo nos permitem visualizar a inclusão possível. São muitos os exemplos pessoais e coletivos, públicos ou não, nesta causa que considero suprapartidária. E, muitas são, as iniciativas em prol da justa inclusão, em todos os âmbitos. Junte-se à nós, acreditando em um mundo melhor. Inclusão, sempre!
Obrigada,
Márcia Francisco
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domingo, 6 de janeiro de 2013

LYA LUFT - UM OLHAR SOBRE A INCLUSÃO DE PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS

Por ocasião do projeto Sempre um Papo, realizado em 27/11/12 no Auditório da Cemig, a escritora Lya Luft respondeu a mim,  para o nosso "Eficiência Especial" à pergunta "seu olhar sobre a inclusão de portadores de necessidades especiais. Lya Luft esteve em BH para o lançamento do seu livro "O tigre na sombra", que traz a personagem principal, Dôda, portadora de uma deficiência física - uma perna mais curta que a outra. Aproveitei o aspecto metafórico literário da escritora na lida com o universo das emoções, para colher mais uma impressão acerca da necessidade universal da inclusão. Confira o referido trecho do "Sempre um Papo":





Nota Eficiência Especial:
segue coluna semanal da escritora, que integra abordagem do tema,  publicada na revista Veja, para sua reflexão.
Nossa postura, você que nos acompanha, já sabe: inclusão, sempre!  Que as ações alternativas, familiares e do terceiro setor e os consideráveis (e considerados) avanços nos programas de inclusão, do setor público, possam se tornar ponto de partida para um universo de inclusão real, possível e sem preconceitos. Valorizando o ser e suas diferenças, a dignidade humana em sua plenitude. Educação que inclua deficientes ou não, na liberdade e direito de tê-la igual  e saúde integral. e amor: está faltando muito amor, para abordarmos e compreendermos uma visão além dos limites do nosso cordão umbilical. Com amor, o que nos "perturba"?

" O ano das criancinhas mortas
Lya Luft - Veja 31/12/12
o contrário do habitual, não escrevo sobre projetos, sonhos, depressões e culpas que para muitas pessoas caracterizam as festas de fim de ano. Não sou qualificada a falar do tema que elegi, a não ser como observadora das nossas glórias e misérias humanas: mas às vezes não dá para calar. Refiro-me ao que, tendo ocorrido há duas semanas, ainda me faz arrepiar a raiz dos cabelos: mais uma carnificina nos Estados Unidos, mais um demente solto a fuzilar gente inocente. Nesse caso, vinte criancinhas de 6 e 7 anos, e suas professoras (antes, a mãe do assassino). Já ocorreu neste nosso Brasil, embora, que eu saiba, uma vez ou duas, em uma escola no Rio, em um cinema em São Paulo. Já ocorreu numa escola na civilizadíssima Escócia e na mais civilizada ainda Noruega, onde um insano matou dezenas de jovens numa ilha sossegada.

Se nos Estados Unidos são frequentes essas matanças, por aqui morremos todos os dias nas ruas, nas casas, a tragédia é cotidiana: morremos mais aqui do que em qualquer guerra. Não sei se há muito a fazer, cada país tem suas características próprias, mas no caso dessas carnificinas por um desequilibrado deverá ser algo cirúrgico, rigoroso, ainda que sendo humano. Escapando de jogos políticos e outros interesses, o que é quase impossível, sobrepondo-se ao lastimável politicamente correto, o que exige coragem. Primeiro, precisamos de rigor no controle de armas. No Brasil e em outros países onde o narcotráfico é forte, a miséria grande e os vícios quase incontroláveis, compram-se armas de fogo por alguns trocados em qualquer beira de favela ou embaixo dos viadutos. Mesmo nos Estados Unidos, que mal saem do choque pela morte das crianças — um policial que chegou primeiro ao local, tendo servido em duas guerras, disse nunca ter visto carnificina igual à executada naqueles corpinhos — há quem batalhe duramente em favor do uso de armas. Teria a ver com liberdade, “qualquer cidadão tem de poder possuir armas para se defender“. Obama, na ocasião, indagou se a liberdade valeria tantas mortes. A arma usada pelo criminoso era de guerra, mas, segundo comerciantes, é uma das mais vendidas no país. Talvez seja uma pergunta ingênua, mas não seria melhor controlar isso de que precisamos nos defender em lugar de favorecer que qualquer um adquira armas pesadas?

Segundo, precisamos, sim, rever em toda parte nossos conceitos, leis e preconceitos quanto a doenças mentais. O politicamente correto agora é a inclusão geral, significando também que crianças com deficiência devem ser forçadas (na minha opinião) a frequentar escolas dos ditos “normais“ (também não gosto da palavra), muitas vezes não só perturbando a turma, mas afligindo a criança, que tem de se adaptar e agir para além de seus limites — dentro dos quais poderia se sentir bem, confortável, feliz.

Pessoas com qualquer tipo de transtorno mental devem ser cuidadas conforme a gravidade de sua perturbação, que pode ser leve ou chegar a estados perigosos para si mesmas ou para os demais — o que na maioria das vezes irrompe ou se agrava no fim da adolescência. Mas em geral, pela tremenda dor de termos um filho ou filha com tais problemas, fingimos que nada ali é “anormal“ (detesto essa palavra também).

É feio levar ao médico a criança com transtornos psiquiátricos, porque é feio desconfiar que um filho ou filha tem esse tipo de “problema“: é mais feio ainda aceitar tratamento (“remédios fazem mal“, “vacina me deixa doente”, “anticoncepcionais me atacam os nervos“). Pior que tudo, pensar em colocar mesmo nas melhores clínicas quem já não tem condições de viver e conviver com os outros na escola, na rua e até em casa. Parece ter sido o caso do jovem Herodes americano, que a mãe protegeu até onde foi possível, mas que, depois de a liquidar com vários tiros de arma pesada na cabeça, chacinou vinte inocentes criancinhas e seis professoras. Ao fim e ao cabo, chegando a polícia para interromper sua faina mortal, o rapaz se suicidou. Por alguns momentos, breves, o mundo respirou em relativa paz."

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Anac vai rever normas de atendimento a cadeirantes

Em todo o País, Infraero tem apenas 4 ambulifts, equipamentos para tirar pessoas com problema de mobilidade dos aviões.
Para garantir os direitos dos passageiros com algum tipo de deficiência física, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aprovou em 2007 uma série de normas que gerem o acesso desses passageiros aos aeroportos e aviões. Tais normas estão sob revisão e, segundo a Anac, deverão ser colocadas sob consulta pública no próximo mês.
De acordo com a resolução, é dever das companhias aéreas assegurar o movimento de pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida entre as aeronaves e o terminal. “As empresas deverão oferecer veículos equipados com elevadores ou outros dispositivos apropriados para efetuar o embarque e desembarque nos aeroportos que não disponham de pontes de embarque, ou quando a aeronave estacionar em posição remota”, diz a norma. Além disso, as empresas devem ter funcionários capacitados para atender, acompanhar e acomodar nos assentos os passageiros que necessitam de assistência especial.
À Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) cabe a responsabilidade de delimitar áreas específicas para o desembarque e embarque de passageiros com deficiência e reservar pelo menos 2% do total de vagas nos estacionamentos.
Elevadores. A Infraero afirma que a prática comum dos aeroportos é de tentar organizar o desembarque para que os aviões que possuem passageiros com deficiência física utilizem as pontes de desembarque e evitem o uso dos elevadores. Mesmo assim, a empresa disponibiliza elevadores especiais – os ambulifts -, que podem ser utilizados pelas companhias. A empresa possui, no entanto, apenas quatro elevadores, espalhados pelos maiores aeroportos do País: Guarulhos e Congonhas em São Paulo, Galeão, no Rio, e Brasília.
Procuradas, as principais companhias aéreas disseram possuir equipamentos suficientes para o transporte dos deficientes. A TAM diz ter ambulifts em Guarulhos e Congonhas e cadeiras motorizadas nos outros aeroportos. A Gol, por sua vez, afirmou que 60 cadeiras facilitam a subida e a descida dos passageiros cadeirantes nos aeroportos. Já a Azul disse ter quatro ambulifts – dois em Viracopos, um em Confins e um que entrará em serviço no Galeão neste semestre. Ainda de acordo com a empresa, 12 cadeiras robóticas atendem os demais aeroportos.
Segundo a Anac, o número de pessoas que solicitaram atendimento especial entre 2009 e 2011 estava em torno 2,7% – a maioria eram menores desacompanhados, crianças de colo, idosos e gestantes.
(Fonte: O Estado de S. Paulo)