sexta-feira, 18 de julho de 2014

COMO O AUTISMO AJUDOU MESSI A SE TORNAR O MELHOR DO MUNDO

Os sintomas da Síndrome de Asperger trabalharam a seu favor.






(descrição foto: Messi: chuteira de ouro 2014 - Copa do Mundo)
Messi é autista. Ele foi diagnosticado aos 8 anos de idade, ainda na Argentina, com a Síndrome de Asperger, conhecida como uma forma branda de autismo. Ainda que o diagnóstico do atleta tenha sido pouco divulgado e questionado, como uma maneira de protegê-lo, o fato é que seu comportamento dentro e fora de campo são reveladores.
Ter síndrome de Asperger não é nenhum demérito. São pessoas, em geral do sexo masculino, que apresentam dificuldades de socialização, atos motores repetitivos e interesses muito estranhos. Popularmente, a síndrome é conhecida como uma fábrica de gênios. É o caso de Messi.
É possível identificar, pela experiência, como o autismo revela-se no seu comportamento em campo — nas jogadas, nos dribles, na movimentação, no chute. “Autistas estão sempre procurando adotar um padrão e repeti-lo exaustivamente”, diz Nilton Vitulli, pai de um portador da síndrome de Asperger e membro atuante da ong Autismo e Realidade e da rede social Cidadão Saúde, que reúne pais e familiares de “aspergianos”.
“O Messi sempre faz os mesmos movimentos: quase sempre cai pela direita, dribla da mesma forma e frequentemente faz aquele gol de cavadinha, típico dele”, diz Vitulli, que jogou futebol e quase se profissionalizou. E explica que, graças à memória descomunal que os autistas têm, Messi provavelmente deve conhecer todos os movimentos que podem ocorrer, por exemplo, na hora de finalizar em gol. “É como se ele previsse os movimentos do goleiro. Ele apenas repete um padrão conhecido. Quando ele entra na área, já sabe que vai fazer o gol. E comemora, com aquela sorriso típico de autista, de quem cumpriu sua missão e está  aliviado”.
A qualidade do chute, extraordinária em Messi, e a habilidade de manter a bola grudada no pé, mesmo em alta velocidade, são provavelmente, segundo Vitulli, também padrões de repetição, aliados, claro, à grande habilidade do jogador. Ele compara o comportamento de Messi a um célebre surfista havaiano, Clay Marzo, também diagnosticado com a síndrome de Asperger. “É um surfista extraordinário. E é possível perceber características de autista quando ele está numa onda. Assim, como o Messi, ele é perfeito, como se ele soubesse exatamente o comportamento da onda e apenas repetisse um padrão”. Mas autistas, segundo Vitulli, não são criativos, apenas repetem o que sabem fazer. “Cristiano Ronaldo e Neymar criam muito mais. Mas também erram mais”, diz ele.
Autistas podem ser capazes de feitos impressionantes — e o filme Rain Man, feito em 1988, ilustra isso. Hoje já se sabe, por exemplo, que os físicos Newton e Einstein tinham alguma forma de autismo, assim como Bill Gates.
Também fora de campo, seu comportamento é revelador. Quem já não reparou nas dificuldades de comunicação do jogador, denunciadas em entrevistas coletivas e até em comerciais protagonizados por ele? Ou no seu comportamento arredio em relação a eventos sociais? Para Giselle Zambiazzi, presidente da AMA Brusque, (Associação de Pais, Amigos e Profissionais dos Autistas de Brusque e Região, em Santa Catarina), e mãe de um menino de 10 anos diagnosticado com síndrome de Asperger, foi uma revelação observar certas atitudes de Messi.
“A começar pelas entrevistas: é  visível o quanto aquele ambiente o incomoda. Aquele ar “perdido”, louco pra fugir dali. A coçadinha na cabeça, as mãos, o olhar que nunca olha de fato. Um autista tem dificuldade em lidar com esse bombardeio de informações do mundo externo”, diz Giselle. Segundo ela, é possível perceber o alto grau de concentração de Messi: “ele sabe exatamente o que quer e tem a mesma objetividade que vejo em meu filho”.
Giselle observou algumas jogadas do argentino e também não teve dúvidas:  “o olhar que ‘não olha’ é o mesmo que vejo em todos. Em uma jogada, ele foi levando a bola até estar frente a frente com um adversário. Era o momento de encará-lo. Ele levantou a cabeça, mas, o olhar desviou. Ou seja, não houve comunicação. Ele simplesmente se manteve no seu traçado, no seu objetivo, foi lá e fez o gol. Sem mais”.
Segundo Giselle, Messi tem o reconhecido talento de transformar em algo simples o que para todos é grandioso e não vê muito sentido em fama, dinheiro, mulheres, badalação. “Simplesmente faz o que mais sabe e faz bem. O resto seria uma consequência. Outra aspecto que se assemelha muito a meu filho”.
Outra característica dos autistas, segundo ela, é ficarem extremamente frustrados quando perdem, são muito exigentes. “Tudo tem que sair exatamente como se propuseram a fazer, caso contrário, é crise na certa. E normalmente dominam um assunto específico. Ou seja, se Messi é autista e resolveu jogar futebol, a possibilidade de ser o melhor do mundo seria mesmo muito grande”, diz ela.
A ideia de uma das maiores celebridades do mundo ser um autista não surpreende, mas encanta. Messi nunca será uma celebridade convencional. Segundo Giselle, ele simplesmente será sempre um profissional que executa a sua profissão da melhor forma que consegue — mas arredio às badalações, às entrevistas e aos eventos.  “Ele precisa e quer que sua condição seja respeitada. Nunca vai se acostumar com o assédio. Sempre terá poucos amigos. E dificilmente saberá o que fazer diante de um batalhão de fotógrafos e fãs gritando ao seu redor. De qualquer modo, certamente a sua contribuição para o mundo será inesquecível”, diz ela.
(fonte: DCM/ Roberto Amado - foto 2014 Messi - chuteira de Ouro) 

terça-feira, 15 de julho de 2014

Seminário: “Convivendo com a diferença para fazer diferente”

EVENTO GRATUITO!
BELO HORIZONTE 
21 de agosto, 08h as 18h 



Vagas Limitadas em  300 lugares, sendo que: Na parte da manhã as 300 pessoas participarão juntas de uma programação única na Sala Alexandrite e na parte da tarde os participantes se dividirão em 03 grupos de 100 e participarão de 03 opções de programações distintas:

Opção 1: Mesa redonda Inclusão Escolar / 100 vagas
Opção 2: Mesa redonda Mercado de Trabalho / 100 vagas
Opção 3: Mesa redonda Acessibilidades / 100 vagas


PROGRAMAÇÃO DA MANHÃ - 9h às 12h - SALA ALEXANDRITE

8:00h - Credenciamento e Welcome Coffee

9:00h - Abertura: Ângelo Alves Mendes - Presidente da Associação Mineira de Reabilitação
Rita de Cássia Righi - Coordenadora do Projeto Sociedade Para Todos

9:20h - Palestra Inaugural: Kátia Ferraz Ferreira
Tema: "Pessoas com Deficiência: Quem somos o que Queremos"


10:00h - Romeu Sassaki
Tema: "Propostas e Ações Inclusivas: Impasses e Avanços no Mercado de Trabalho"

10:30h - Maria Teresa Egler Mantoan
Tema: "A diferença na escola: Desafio e Propósito da Inclusão"

11:00h - Claudia Werneck
Tema: "Acessibilidades: Impasses e Avanços nas Políticas e no Cotidiano da População com Deficiência"

PROGRAMAÇÃO DA TARDE - 13:30h às 18h - ESCOLHA UMA DAS TRÊS OPÇÕES SEGUINTES:

OPÇÃO 1 - SALA AQUAMARINE: Mesa de trabalho: Inclusão Escolar – Coordenação: Maria Teresa Egler Mantoan

13:40h - Patrícia Cunha
Tema: "Escola e Sociedade Inclusiva: Formação e Transformação"

14:10h - Nivânia Maria de Melo Reis
Tema: "Desafios e Possibilidades da Inclusão no Ensino Superior"

14:40h - Fernanda Cristiane Fernandes Heringer Milagres e Estevão Machado de Assis Carvalho
Tema: "A Defensoria Pública e os Direitos das Pessoas com Deficiência"

15:10h - Cristina Beatriz Monteiro Silveira
Tema: "INCLUSÃO ESCOLAR E PDI – Plano de Desenvolvimento Individual"

15:40h – Debates

OPÇÃO 2 - SALA ALEXANDRITE / Mesa de trabalho: Inclusão Mercado de trabalho - Coordenação: Romeu Sassaki


13:40h - José Eduardo de Resende Chaves Junior
Tema: "Justiça do Trabalho e a Inclusão Profissional das Pessoas com Deficiências"

14:10h - Patrícia Siqueira Silveira
Tema: "O Ministério do Trabalho como Ferramenta de Inclusão"

14:40h - Alessandra Rubim Rigueira
Tema: "Mercado de Trabalho: Possibilidades e Desafios"

15:10h - Maria Cristina Abreu
Tema: "Gestão Social: Inclusão da Pessoa com Deficiência no Mercado de Trabalho"

15:40h – Debates

OPÇÃO 3 - SALA AMETHYST / Mesa de trabalho: Acessibilidades - Coordenação: Claudia Werneck


13:40h - Cláudia Barsand de Leucas
Tema: "Formação do Profissional de Educação Física para Trabalhar com Pessoas com Deficiência"

14:10h - Leonardo Matos
Tema: "A Lei da Aposentadoria Especial para Pessoas com Deficiência: Perspectivas e Desafios"

14:40h - Ana Lúcia de Oliveira
Tema: "Plano Minas Inclui"

15:10h - Sônia Caldas Pessoa
Tema: "Redes sociais e Acessibilidade: Desmistificando a Diferença"

15:40h – Debates

16:30h - Coffee Break

17:00h - Grupo Crepúsculo - Grupo de Teatro

17:30h - Encerramento

Conheça nossos palestrantes:

Ângelo Alves Mendes - Presidente da Associação Mineira de Reabilitação
Título: Abertura
Minicurriculo: Engenheiro Civil formado pela Escola de Engenharia da Universidade Federal de Minas Gerais. Pós-Graduação - Construction Engineering And Management pela Universidade de Stanford, Califórnia EUA. Atualmente é Diretor e Vice-presidente da empresa Mendes Júnior e Presidente da Associação Mineira de Reabilitação - AMR em seu segundo mandato.

Rita de Cássia Righi - Coordenadora do projeto Sociedade Para Todos
Título: Abertura
Minicurrículo: Supervisora de Projetos da Associação Mineira de Reabilitação – AMR. Coordenadora de Execução do Projeto Sociedade para Todos – convênio 01-089683-12-70 – Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Belo Horizonte – FMDCA. Foi coordenadora dos Projetos de Inclusão Escolar – FIA Municipal e Estadual no período de 2005 a 2011. Foi Conselheira Titular representante da Sociedade Civil no Conselho Estadual De Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência de Minas Gerias – CONPED, em 2012 para o mandato 2011 - 2013. Atualmente, Conselheira Suplente representante da Sociedade Civil no Conselho Estadual De Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência de Minas Gerias - CONPED para o mandato 2013 - 2015. Pós - graduação na área de Desenvolvimento Infantil em Terapia Ocupacional – Departamento de Terapia Ocupacional - UFMG – com término em Dezembro de 2004. Livros publicados: CHAVES, R. R. R. Abordagem centrada na família: premissas, limitações e possibilidades in FONSECA, L. F. LIMA, C. L. F. A. Paralisia cerebral: Neurologia, ortopedia, reabilitação – Belo Horizonte: 2 ª Ed. MedBook, 2008;CHAVES, R. R. R. Abordagem centrada na família: premissas, limitações e possibilidades in FONSECA, L. F. LIMA, C. L. F. A. Paralisia cerebral: Neurologia, ortopedia, reabilitação –Belo Horizonte: Ed. Medsi, 2004; CANÍGLIA, M.; FIGUEIREDO, A. C. e RODRIGUES, R.C. R. Terapia ocupacional na creche da Vila Sumaré - Relatório Técnico - Belo Horizonte: UFMG - Conselho de Extensão, 1986.

Kátia Ferraz Ferreira - Presidente do Conselho Estadual da Pessoa com Deficiência – CONPED
Titulo: "Pessoas com Deficiência: Quem Somos e o Que queremos"
Minicurrículo: Licenciatura em Letras e bacharelado em Tradução e Interpretação, pós-graduada em Educação Ambiental pelo CEPEMG. Reconhecimento como liderança feminina mundial no movimento social do WWDs (World-Wide Dvelopers Conference) around the world 2007-2008. Título de Mérito indicado pelo SINDIUTE pelas iniciativas de mobilização em defesa dos direitos humanos em 2012. Ministrou curso de capacitação pelo atendimento à pessoa com deficiência na Assembléia Legislativa de Minas Gerais. Foi conselheira titular do Conselho Municipal de Direitos da Pessoa com Deficiência de Belo Horizonte por 2 mandatos. Foi conselheira titular do Conselho Municipal de Saúde de Belo Horizonte, membro do Comitê de Ética e Pesquisa em Saúde da faculdade Newton Paiva. É Presidente do Centro de Vida Independente de Belo Horizonte e foi eleita em 2013 presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência de Minas Gerais para o mandato de 2013-2015. É membro da Comissão da Pessoa com deficiência da OAB-MG e do membro do Colegiado de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Romeu Sassaki - Especialista em Reabilitação Profissional e na Metodologia do Emprego Apoiado.
Consultor de Inclusão Laboral, Escolar e Social
Titulo: "Propostas e Ações Inclusivas: Impasses e Avanços no Mercado de trabalho"
Minicurrículo: Professor Romeu Sassaki é especialista em reabilitação profissional e na metodologia do emprego apoiado. Consultor de inclusão laboral, escolar e social. Autor do livro: “Inclusão: Construindo uma Sociedade para Todos”. Com o passar do tempo, tornou-se um ativista no movimento das pessoas com deficiência, sem se desligar do trabalho técnico como consultor e professor em cursos de capacitação de recursos humanos. Este duplo papel ajudou-o a mudar sua visão de sociedade passando a nutrir uma profunda crença na idéia de que os sistemas gerais devem adequar-se às pessoas com deficiência e não o inverso. Foi durante a Década das Nações Unidas para Pessoas Deficientes (1983-1992) que ele aprendeu a trabalhar sob o paradigma da inclusão. Nos últimos cinco anos, o prof. Romeu Sassaki atuou como consultor de inclusão escolar para duas Secretarias de Educação (Goiás e Minas Gerais) e consultor de educação profissional inclusiva para a Secretaria de Educação do Paraná e a Fundação da Criança, do adolescente e da Integração do Deficiente da Secretaria Especial da Solidariedade Humana, do Governo de Goiás.

Maria Teresa Egler Mantoan
Titulo: "A diferença na escola: desafio e propósito da inclusão"
Minicurrículo: Pedagoga, mestre e doutora em Educação pela Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas, Professora Assistente Doutor da Universidade Estadual de Campinas. Dedica-se, nas áreas de pesquisa, docência e extensão, ao direito incondicional de todos os alunos à educação escolar de nível básico e superior de ensino. Coordenadora do Laboratório de Estudos e Pesquisas em Ensino e Diferença (LEPED ) - Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP. Comendadora da Ordem do Mérito Nacional da Educação pelos relevantes serviços prestados à educação brasileira.

Claudia Werneck – Jornalista
Titulo: "Acessibilidades – Impasses e Avanços nas Políticas e no Cotidiano da População com Deficiência."
Minicurrículo: Claudia Werneck é jornalista formada pela UFRJ com aperfeiçoamento em comunicação e saúde pela FIOCRUZ. É fundadora e diretora da ONG Escola de Gente-Comunicação em Inclusão e responsável pelo projeto Muito prazer, eu existo, cujo objetivo é informar sobre deficiências e doenças Crônicas. Palestrante e escritora com mais de 200 mil livros sobre inclusão, discriminação e diversidade vendidos no Brasil e exterior e 11 títulos publicados para crianças e adultos em português, inglês e espanhol, Claudia Werneck teve uma atuação pioneira na disseminação do conceito de sociedade inclusiva no Brasil e nos demais países da América Latina desde 1992. É autora de diversos capítulos de livros publicados em parceria com universidades, institutos, organizações da sociedade civil e governos.

Patricia Cunha - Coordenadora do Núcleo de Inclusão Escolar da Pessoa com Deficiência da Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte
Título: "Escola e Sociedade Inclusiva: Formação e Transformação"
Minicurrículo: - Professora da Rede Municipal de Educação de Belo Horizonte; Coordenadora do Núcleo de Inclusão Escolar da Pessoa com Deficiência da Secretaria Municipal de Educação; Supervisora na área de deficiência intelectual no Curso de Formação Continuada para o Atendimento Educacional Especializado para Professores da Rede Pública pela Universidade Federal do Ceará em parceria com o Ministério da Educação, nos anos 2007 e 2008; Coordenadora da disciplina de Transtorno Global do Desenvolvimento no curso de Especialização para Atendimento Educacional Especializado pela Universidade Federal do Ceará em parceria com o Ministério da Educação de 2010 a 2012 e Co-autora do Fascículo sobre Transtornos Globais do Desenvolvimento da Coleção 'A Educação Especial na perspectiva da Inclusão Escolar' produzido pela Universidade Federal do Ceará e Ministério da Educação.

Nivânia Maria de Melo Reis – Coordenadora do Núcleo de Apoio à Inclusão da PUC Minas
Título: "Desafios e Possibilidades da Inclusão no Ensino Superior"
Minicurrículo: Terapeuta Ocupacional, Especialista em Educação Especial e Inclusiva, Mestre em Educação pela FAE - UFMG. Professora Assistente IV na graduação e especialização da PUC Minas. Terapeuta Ocupacional consultora em Acessibilidade na Inclusão, Tecnologia Assistiva e Comunicação Alternativa. Membro da International Society of Augmentative and Alternative Communication , da ISAAC Brasil e AAATE.

Fernanda Cristiane Fernandes Heringer Milagres e Estevão Machado de Assis Carvalho – Defensores Públicos do Estado de Minas Gerais lotados na Defensoria Especializada da Pessoa Idosa e da Pessoa com Deficiência em Belo Horizonte
Título: "A Defensoria Pública e os Direitos das Pessoas com Deficiência"
Minicurrículo: Defensora Pública do Estado de Minas Gerais lotada na Defensoria Especializada da Pessoa Idosa e da Pessoa com Deficiência em Belo Horizonte. Formada em Direito pela Faculdade Milton Campos e Pós-Graduada em Direito Público pela ANAMAGES (Associação Nacional dos Magistrados Estaduais). Ingressou na carreira da Defensoria Pública de Minas Gerais em 2008, tendo atuado nas comarcas de Conselheiro Lafaiete e Betim. Foi Coordenadora do Núcleo do Consumidor da Defensoria Pública de Minas Gerais. Colaboradora na obra “Síndrome de Asperger e Outros Transtornos do Espectro do Autismo de Alto Funcionamento: da avaliação ao tratamento”, da Editora Arte Sá.

Cristina Beatriz Monteiro Silveira – Psicopedagoga e Psicanalista
Título: "Inclusão Escolar e Plano de Desenvolvimento Individual"
Minicurrículo: Psicanalista – FAFICH – MG. Psicopedagoga – FEAD – MG. Neurociências – Faculdade de Medicina – MG. Neuropsicopedagoga – CENSUPEG. Inclusão Escolar – PUC - MG.

José Eduardo de Resende Chaves Junior - Desembargador Federal do Trabalho do Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais
Título: "Justiça do Trabalho e a Inclusão Profissional das Pessoas com Deficiências"
Minicurrículo: Doutorado em Direitos Fundamentais - Universidad Carlos III de Madrid (2006), reconhecido pela UFMG (2014). Professor de Direito e Processo do Trabalho e Processo Eletrônico nos cursos de pós-graduação lato sensu da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - PUC-MINAS. Desembargador Federal do Trabalho do Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais. Professor e colaborador nos cursos de formação de juízes da Escola Judicial do TRT-MG, do Consejo General del Poder Judicial - CGPJ do Reino da Espanha, da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento dos Magistrados do Trabalho - ENAMAT e da Academia de la Magistratura/Suprema Corte do Peru.

Patrícia Siqueira Silveira – Auditora Fiscal do Ministério do Trabalho
Título: "O Ministério do Trabalho como Ferramenta de Inclusão"
Minicurrículo: Auditora Fiscal do Trabalho, especialista em Direito do Trabalho, Coordenadora do Projeto de Inclusão de Pessoas com Deficiência/Reabilitados em Minas Gerais.

Alessandra Rubim Rigueira - Consultora de Projetos Sociais do SESI-CIRA
Título: "Mercado de Trabalho: Possibilidades e Desafios"
Minicurrículo: Consultora de Projetos Sociais do SESI-CIRA. Graduação em Psicologia, UFMG,1997. Pós-graduaçao em Educação Especial, Ferlagos, Rio de Janeiro, 2004. Pós-graduação em Gestão de Pessoas, Faculdade SENAI de Tecnologia BH, 2012. Extensão em Ergonomia. LIBRAS - Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos - FENEIS. Possui sólida experiência na área de Recursos Humanos com foco em inclusão profissional de pessoas com deficiência. Atuou em associações e empresa privada em processos de recrutamento e seleção; consultoria e assessoria a empresas em todo o país realizando mapeamento de postos de trabalho, palestras de sensibilização, treinamento de equipes de recursos humanos, consultoria às áreas de medicina e segurança do trabalho, supervisão de profissionais com deficiência.

Maria Cristina Abreu – Coordenadoria de Direitos da Pessoa com Deficiência. Secretaria Municipal Adjunta de Direitos de Cidadania
Título: "Gestão Social: Inclusão da Pessoa com Deficiência no Mercado de Trabalho"
Minicurrículo: Possui ampla experiência em relações institucionais, implantação de programas sociais de abrangência do Serviço Social tais como Gestão Social, Educação, Desenvolvimento Local, Direitos Humanos, Saúde Mental, Trabalho, Consultoria em Políticas Públicas de Inclusão Social da Pessoa com Deficiência, Responsabilidade Social, Voluntariado e Meio Ambiente. Mestrado em Gestão Social, Educação e Desenvolvimento Local – UNA (concluído 2012). Especialização em Educação Inclusiva (Julho/2006). Especialização em Serviço Social e Política Social – Universidade de Brasília / DF (Janeiro / 2002). Especialização em Saúde Mental e Trabalho – Aperfeiçoamento – (Março de 1999 a 2000). Graduação em Serviço Social – PUC – MG (1978/1982). Coordenadora Municipal – Coordenadoria dos Direitos das Pessoas com Deficiência – Prefeitura de Belo Horizonte (situação atual). Gerente de Desenvolvimento Esportivo e Paradesportivo/ Prefeitura Municipal de Belo Horizonte (2013). Professora Curso Preparatório para Concurso Aprobbare (2012). Diretora de Promoção da Responsabilidade Social – Sedese /Subsecretaria de Direitos Humanos e Presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência (2009 a 2012). Consultora da Prefeitura de Contagem em assuntos referentes à inclusão educacional (Agosto a Dezembro de 2006 e Novembro de 2007/2008/2009). Professora Curso de Instrumentalidade.

Cláudia Barsand de Leucas - Doutoranda em Educação, Mestre em Educação pela PUC Minas
Título: "Formação do Profissional de Educação Física para Trabalhar com Pessoas com Deficiência"
Minicurrículo: Doutoranda em Educação, Mestre em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (2009). Possui graduação em Educação Física pela Universidade Federal de Minas Gerais (1989), Especialização em Educação Física Escolar pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (1994), Especialização em Educação Inclusiva pela Universidade Castelo Branco UCB-RJ (2007) professora da PBH e da PUC Minas.

Vereador Leonardo Matos - Autor da lei nº142/13 que Concede a Aposentadoria Especial Para Pessoas com Deficiência
Título: "A Lei da Aposentadoria Especial para Pessoas com Deficiência: Perspectivas e Desafios"
Minicurrículo: Leonardo Mattos é casado e pai de trigêmeos. Bacharel em Economia pela PUC Minas nasceu em Belo Horizonte e iniciou sua militância política ainda jovem. Aos 22 anos, em virtude de um acidente de carro, ficou paraplégico. Percebendo a falta de prioridade do poder público para políticas voltadas às pessoas com deficiência, fundou, junto a companheiros de reabilitação e do saudoso João Batista de Oliveira, a Associação Mineira de Paraplégicos (AMP) com o objetivo de lutar pelos direitos do segmento. Filiado ao Partido Verde há mais de 20 anos, começou a vida parlamentar em 1996, sendo o primeiro vereador eleito pelo PV em Belo Horizonte. Em 2002, durante o segundo mandato na Câmara Municipal, foi eleito deputado federal – o primeiro deputado federal do PV em Minas Gerais e o primeiro militante do movimento de portadores de deficientes na Câmara Federal. Em outubro de 2008, Leonardo Mattos voltou à CMBH pela terceira vez para exercer o mandato de vereador. Em 2012, Leonardo Mattos foi reeleito, pela quarta vez, para a 17ª Legislatura da Câmara Municipal Belo Horizonte com 6.105 votos. Leonardo Mattos continua fiel às suas origens na defesa dos direitos das pessoas com deficiência e minorias, na luta da preservação ambiental e pela construção de uma cidade mais justa e solidária.

Ana Lúcia de Oliveira - Coordenadora da Coordenadoria Especial de Apoio e Assistência à Pessoa com Deficiência (CAADE) da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (SEDESE/MG)
Título: "Plano Minas Inclui"
Minicurrículo: Formação: Pós Graduada em Direito Criminal. Cargos: Coordenadora da Coordenadoria Especial de Apoio e Assistência à Pessoa com Deficiência (CAADE) da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (SEDESE/MG). Vice-Presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência – CONPED. Presidente da Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da OAB/MG. Presidente da Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da OAB/Contagem. Publicações: Autora da Cartilha da Inclusão – Direitos da Pessoa com Deficiência (2006). Co-autora da Cartilha Como Criar e Gerir a sua Associação (2006). Co-autora Cartilha do Idoso (2005).

Sônia Caldas Pessoa - Jornalista, idealizadora do blogwww.tudobemserdiferente.com
Título: "Redes sociais e acessibilidade: desmistificando a diferença"
Minicurrículo: Jornalista e Idealizadora do Blogwww.tudobemserdiferente.com sobre educação inclusiva, doutoranda em Estudos Lingüísticos na Universidade Federal de Minas, onde pesquisa o discurso sobre Deficiência em redes sociais.

Informações adicionais:
Sugerimos a doação de 01 lata ou 01 pacote de leite em pó integral
Pedimos a cada participante que leve a sua doação e entregue no credenciamento do evento. Esta doação será destinada às crianças carentes atendidas pela Associação Mineira de Reabilitação (http://www.amr.org.br/)


Hotel Dayrell - Rua Espírito Santo, 901 Centro - Belo Horizonte - MG / Telefone: (31) 3248-1000
Referências - O hotel fica na Rua Espírito Santo entre a Rua Goitacazes e Rua Tupis. As linhas de ônibus que param em frente ao hotel são: 4034, 4114, 8102, 8107, 8108, 9103, 9105 e 9106. Ao chegar ao hotel,gentileza dirigir-se ao 2º andar pelo elevador ou pela escada.


informações adicionais e inscrições:  Setor de Comunicação e Marketing da AMR pelo 0800.727.1347 ou pelo e-mail: comunicacao@amr.org.br




sábado, 12 de julho de 2014

A MELHOR SELEÇÃO COPA 2014


Aí está o super técnico da melhor seleção da COPA 2014:

 











o neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis - que prossegue firme - além do simbólico pontapé inicial, na abertura do Mundial - em suas pesquisas, cujo objetivo é desenvolver próteses neurais para a reabilitação de pacientes que sofrem de paralisia corporal!
Inclusão, sempre! 

Conheça, siga e compartilhe: 
www.eficienciaespecial.blogspot.com
www.facebook.com/eficienciaespecial

quarta-feira, 9 de julho de 2014

OUÇA A ENTREVISTA COM A DUDA, BLOG DUDA NA LATA!

CONFIRAM O ÁUDIO DA ENTREVISTA DE MARIA EDUARDA BERGAMINI CONCENTINO, autora do blog Duda na Lata e seus pais, Luís Concentino e Bruna Bergamini Salomão, ao nosso programa "Inclusão e Eficiência Especial". CLIQUE AQUI



sábado, 21 de junho de 2014

DUDA NA LATA

Hoje, encontrei a querida Duda, do blog Duda na Lata! 
Aguardem, em breve estará conosco no programa Inclusão e Eficiencia Especial, 
na Rádio Inconfidência. Enquanto isso visite www.dudanalata.wordpress.com














DUDA, por ela mesma:
"Oi, meu nome é Maria Eduarda Bergamini Concentino, mas como é muito grande me chamem de Duda. Tenho 13 anos mas minha cabeça não é de 13. 15 anos talvez combine mais! Sou portadora da doença Amiotrofia Espinhal tipo 2. Mas pra mim esse fato que parece ser grande, é meio insignificante… Faço tudo o que quero, e sou mais “normal” que muita gente.
Adoro música. Gostaria de ser cantora. Sou consideravelmente afinada, mas minha voz é de taquara rachada…. Falar de música é como falar de amor pra mim. Um sentimento inigualável. Que me faz viajar pra um mundo inacessível pra pessoas sem sentimentos. Por isso eu odeio funk, sertanejo, pagode… Porque não falam de absolutamente NADA.
Como não vou ser cantora, meu plano B que está mais pra A, que é ser jornalista. Esse é meu foco. Letras. Acredito que poucas delas podem fazer uma diferença tamanha pra humanidade. Também quero escrever um livro em breve se minha escola permitir. Nunca vi tanta prova e dever de casa!
Essa sou eu. E meu blog é uma continuação minha. Caso me ache suficientemente “interessante”, é só me seguir. Aposto que no futuro, vai ter orgulho de falar: “eu acompanhei o crescimento dessa menina.”"

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Polícia investiga imagens de cadeirantes que se levantaram durante jogos da Copa

(descrição imagem: supostos cadeirantes - que serão investigados, levantam-se de suas cadeiras, durante jogo na copa)

De um lado, a escassez de ingressos comuns oferecidos pela FIFA. Do outro lado, o grande número de ingressos especiais sobravam nas bilheterias. Os ingressos especiais contemplam deficientes, cadeirantes, obesos, pessoas com mobilidade reduzida, estudantes e idosos. Além do grande número desses ingressos, os mesmos também eram vendidos a preços menores do que os ingressos comuns.
Esta situação acabou gerando uma série de acontecimentos duvidosos dentro do estádio, tais como torcedores com aparência de trinta anos portando ingressos para idosos, carteiras de estudante falsas e até mesmo cadeirantes que se levantavam durante comemorações nas partidas.
A 32º DP Itaquera reuniu cerca de vinte e duas imagens de circuitos internos e dez imagens fornecidas por torcedores que presenciaram as cenas inusitadas e vem investigando o caso desde então.
(fonte: Tabloide BR)
A imagem de uma torcedora de pé diante de sua cadeira de rodas assistindo a partida do Brasil contra o México no Castelão, em Fortaleza, gerou nas redes sociais uma indignação que ficou conhecida como “milagre da Copa”: pessoas estariam se aproveitando dos ingressos para deficientes para poder acompanhar o Mundial. Nesta quinta-feira, o Comitê Organizador Local (COL) negou a existência de fraudes e desafiou qualquer um a mandar fotos de falsos cadeirantes nos estádios da Copa.
De acordo com o COL, as fotos foram tiradas em jogos do Campeonato Brasileiro. Há outras imagens de cadeirantes de pé, uma delas claramente em partida do Flamengo, provavelmente no Maracanã. Na foto que lidera a polêmica, no entanto, as pessoas vestem as cores do Brasil. O estádio em que a cena se passa condiz com o Castelão. Em Fortaleza, a Seleção Brasileira jogou duas vezes, ambas contra o México: na Copa das Confederações, em junho de 2013, quando venceu por 2 a 0, e na Copa do Mundo, na terça, com empate sem gols.
(fonte: Terra)

TEM QUE APURAR!

terça-feira, 17 de junho de 2014

Família em que 14 pessoas possuem 6 dedos nas mãos organiza festa do hexa


O início da Copa do Mundo reforçou em uma família de Brasília o orgulho por uma característica que a torna bastante peculiar: dos 24 integrantes, 14 nasceram com 6 dedos nas mãos e nos pés. Apaixonados por futebol, eles decidiram organizar uma festa junina embalada pelo torneio na próxima segunda-feira (23), quando a Seleção Brasileira enfrenta Camarões no Estádio Nacional Mané Garrincha. “Nós já somos hexa. O Brasil é que precisa correr atrás de nós”, brinca a aposentada Silvia Santos.
A característica, que a família considera “charmosa”, deve inspirar camisetas para comemorar os jogos do Brasil durante o Mundial. A festa, que acontecerá em um condomínio de Águas Claras, foi batizada de “Arraiá dos Hexas”. Brincalhões, os familiares dizem que os “pentas” do grupo também serão convidados porque representam o número atual de títulos mundiais do Brasil.
A ideia é que todos usem camisetas com estampas bordadas com a figura de uma mão com 6 dedos na tarde da próxima segunda-feira e, de alguma forma, transmitam juntos boas energias para o time de Neymar e cia.
O nome do atacante, no entanto, nem aparece na lista dos jogadores preferidos da família de flamenguistas. As lembranças imediatas e bastante eufóricas são o meia Oscar, o atacante Hulk e o zagueiro David Luiz. “E eu também gosto do Fred, viu?”, confessa a dona de casa Silvana Santos da Silva, mãe de Maria Morena, de 8 anos.







O primeiro da família a apresentar polidactilia (mutação genética que leva uma pessoa a nascer com dedos a mais) foi o patriarca, Francisco de Assis Carvalho da Silva, pai de Silvana. Advogado e músico, ele ajudou a fundar o Clube do Choro de Brasília e sempre viu na situação um motivo de honra. Por causa disso, ganhou o apelido de “Six”. Dos cinco filhos, quatro herdaram a característica.
“A gente encara isso com muita naturalidade, acho que até pela forma como meu pai lidava. Aqui em casa, quem tem 5 dedos é que tem complexo. Funciona ao contrário”, explica Silvia. “Tenho três filhos, e só o mais velho [Eduardo] é que não tem [6 dedos]. Quando levei minha filha [Ana Carolina] para tirar os do pé, porque para colocar sandalinha complicava um pouco, Dudu pediu para guardá-los para colocar na mãozinha dele. Ele tinha 5 anos e se sentia excluído.”
A técnica em programação Ana Carolina lembra que, na infância, chegou a se sentir desconfortável com a característica que tanto agradava ao irmão, depois de ouvir piadinhas de que a mão dela se parecia com a de um extraterrestre. Sem traumas, a jovem hoje se diverte ao ver a cena entre a mãe e o irmão se repetir com o filho do meio, João Pedro, de 5 anos.
“Dos meus três filhos, só o mais velho, Bernardo, nasceu com 6 dedos. Então nosso problema é esse, porque o João [Pedro] sempre quer ter 6, como eu e o Bernardo. Ele vê e quer ser igual a nós”, ri. “Como ele nos pega como referência, acaba usando o dedo do meio para apontar as coisas, quando na verdade nós usamos o que seria nosso indicador.”
Apesar das “excentricidades”, a família garante que o dedo sobressalente não atrapalha nenhuma atividade. A diferença fica mais evidente na hora de posicionar os membros para fazer coisas mais precisas, como escrever – em vez de o lápis e a caneta ficarem entre o polegar o indicador, eles dividem a mão com dois dedos de um lado e quatro do outro.
Para evitar que esses momentos causem constrangimento às crianças, como os ocorridos com Ana Carolina na infância, as mães buscam ajuda nas próprias escolas. Caçula de “Six”, Silvana conta que a filha, Maria Morena, sempre relata que os coleguinhas insistem para ver a mão dela. “Em todo começo de ano, eu aviso a professora que ela tem 6 dedos, mas que consegue fazer tudo normalmente. Ela consegue cortar com tesoura sem dificuldade alguma, consegue escrever. Então, peço que a trate sem diferenças, porque isso não é um problema”, explica.
A pequena Maria Morena sonha em aprender a tocar piano e acredita que pode levar vantagem por ter dedos a mais. “Eu acho bem mais legal ser assim, consigo pegar mais coisas, tenho mais possibilidades”, diz. “Só não gosto quando as pessoas ficam querendo toda hora ver e ficar contando [para os outros]. Eu falo para eles: ‘Vocês têm 5 e eu, 6′. Acho estranho olhar as mãos deles e ver que eles têm menos.”
Também mãe de duas crianças com polidactilia e neta do músico “Six”, a veterinária Mariana Sousa afirma que as conversas com a coordenação da escola dos filhos renderam até um novo método para ensinar as diferenças entre as pessoas. Na sala de Pedro, de 12 anos, já não é mais consenso que todos têm dez dedos nas mãos e nos pés.
“O legal é que a gente viu uma mudança na escola também. A professora do Pedro parou de falar que, juntas, as mãos formam uma dezena, porque para ele não funcionava. Agora, ela diz que há pessoas diferentes – loiras, morenas, ruivas, de olhos azuis, verdes e castanhos – e que isso é assim mesmo, normal”, destaca a veterinária.
Para ela, as crianças dificilmente se sentirão envergonhadas pela condição, já que é considerada natural dentro da família. Mariana afirma ainda que, fora da escola, é difícil as pessoas notarem que ela ou os filhos têm 6 dedos. O mais novo, Arthur, de 1 ano e 5 meses, apresenta a mutação genética apenas nos pés.
Brincalhões, os familiares decidiram juntar as comidas típicas de junho à passagem da seleção brasileira pela cidade para realizar o “Arraiá dos Hexas” e convidar os familiares que são “pentas”.
Vestidos de verde, amarelo e azul, os “hexas” afirmam confiar no desempenho da Seleção ao longo da Copa e se dizem felizes com a realização do evento no Brasil. Eles não ignoram as outras necessidades do país, que pautaram protestos desde junho do ano passado, mas acreditam que seria pior não levar a taça desta vez.
“O gasto já foi gigantesco, e agora não consigo nem imaginar a reação das pessoas se a gente ainda não fosse campeão. Tem mesmo coisa a mudar, mas a gente não pode fechar os olhos para como é bonito isso tudo. Não é legal ver a interação entre tanta gente diferente, uma interação bonita? Você ver que, na porta do estádio, as torcidas se cumprimentam, a rivalidade é só em campo. Ou, então, ver os japoneses limpando o estádio [após perder por 2 a 1 para a Costa do Marfim na Arena Pernambuco, no Recife, no primeiro dia da Copa], aprender com os outros. É legal sentir esse clima, ver a cidade colorida”, ressalta a aposentada Silvia.
O filho mais novo dela, João, de 15 anos, é goleiro e conta que teve a mesma sensação ao ver suíços e equatorianos se divertirem antes do início da primeira partida do grupo E e da própria estreia do Mané Garrincha no Mundial, no último domingo. Ele foi o único membro da família a se programar para assistir a partidas do torneio no Mané Garrincha e diz que adorou a experiência.
A irmã Ana Carolina e a prima Mariana escolheram não ir ao estádio por causa dos filhos pequenos. “A Catarina tem só 4 meses, é muito pequena. Fico com medo tanto pela possibilidade de manifestação quanto pelo cansaço dela. E é normal criança ficar inquieta. Eu acabaria não aproveitando. É melhor me privar de ir agora, pelo nosso conforto”, afirma.
De acordo com a coordenadora de Doenças Raras da Secretaria de Saúde do DF, Maria Terezinha de Oliveira Cardoso, a polidactilia é a mais frequente entre as malformações. “Não temos dados sobre o DF, mas o que é possível dizer é que entre 3% e 5% dos bebês nascem com algum defeito congênito, e que os dedos a mais são os mais recorrentes”, disse.
A alteração genética está ligada à hereditariedade e, ao contrário do que muitas pessoas acreditam, não há fatores externos que possam desencadeá-la. O mais comum é que a pessoa nasça com apenas um dedo a mais em cada membro, mas há casos em que a mutação vem acompanhada de lábio leporino ou de doenças no coração.
Embora geralmente os dedos a mais funcionem bem, a cirurgia para extraí-los costuma ser recomendada. O tratamento é oferecido pela rede pública do DF, mas a mudança não chega nem a ser cogitada pela família.
Refutando a ideia de “defeito”, a aposentada Silvia afirma que a característica realmente dá muito orgulho aos hexas. Ela diz ainda que recebeu de um médico uma proposta para passar por mapeamento genético, mas que recusou por medo de que os filhos ficassem complexados sem necessidade.
“Ter dedos a mais não nos afeta em nada, é uma coisa maravilhosa. Para nós, é uma diferença que é qualidade. O estranho é quem não tem. Aqui, quando vai nascer bebê e fazem ultrassonografia, a pergunta não é se é homem ou mulher. Queremos saber se tem cinco ou seis dedos”, brinca.
Filho mais novo de Silvia, João afirma que os dedos a mais o ajudam bastante como goleiro. O garoto de 15 anos contou com a ajuda da mãe para improvisar as luvas: eles compraram dois pares, um de boa qualidade e outro mais simples. No que era melhor, fizeram furos para poder acomodar o membro sobressalente e depois costuraram um dedo recortado do par de luvas de qualidade inferior.
(Fonte: G1)

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Jovem paraplégico usa exoesqueleto e chuta bola na abertura da Copa

Tecnologia foi desenvolvida por equipe liderada pelo cientista Miguel Nicolelis.

Paraplégico é Juliano Pinto, de 29 anos; treinamento foi na AACD.















(imagem do pontapé inicial: foto - Márcia Francisco) 

Após muito suspense, um paraplégico deu um "chute simbólico" em uma bola de futebol na abertura da Copa do Mundo do Brasil utilizando o exoesqueleto, equipamento desenvolvido pela equipe do neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis. O chute foi na Arena Corinthians, nesta quinta-feira (12).Copa do Mundo do Brasil utilizando o exoesqueleto, equipamento desenvolvido pela equipe do neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis. O chute foi na Arena Corinthians, nesta quinta-feira (12).
O voluntário era Juliano Pinto, 29 anos, que tem tem paraplegia completa de tronco inferior e membros inferiores.. Reveja a transmissão  do pontapé inicial  no link  do G1: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2014/06/jovem-paraplegico-usa-exoesqueleto-chuta-bola-na-ab
A cena foi muito rápida. Três integrantes do projeto "Andar de Novo", entre eles Miguel Nicolelis , apareceram com o voluntário, que estava em pé e já utilizava o exoesqueleto. Ele deu um passo com a perna direita e movimentou a bola, recolhida por um ator mirim, caracterizado de árbitro de futebol.
Inicialmente, a equipe de cientistas havia divulgado que o voluntário caminharia alguns passos para dar o simbólico "chute inaugural" do campeonato. Segundo o Comitê Organizador da Copa do Mundo, o "pontapé inicial" foi fora do campo de jogo, para não prejudicar o gramado por causa do peso do equipamento.
Após a demonstração, Nicolelis postou em seu twitter a frase "We did it!!!!", que quer dizer, "nós fizemos isso", na tradução do inglês. Em comunicado de imprensa, Nicolelis informou que “foi um grande trabalho de equipe e destaco, especialmente, os oito pacientes, que se dedicaram intensamente para este dia. Coube a Juliano usar o exoesqueleto, mas o chute foi de todos. Foi um grande gol dessas pessoas e da nossa ciência”.
Mais de 156 pesquisadores de vários países integraram um consórcio responsável pela investigação científica, encabeçado pelo brasileiro Miguel Nicolelis, professor da Universidade Duke, nos Estados Unidos, e do Instituto Internacional de Neurociências de Natal – Edmond e Lily Safra (IINN-ELS).
O princípio envolvido no funcionamento do exoesqueleto é a chamada "interface cérebro-máquina", que vem sendo explorada por Nicolelis desde 1999. Esse tipo de conexão prevê que a "força do pensamento" seja capaz de controlar de maneira direta um equipamento externo ao corpo humano.
No caso do exoesqueleto do projeto "Andar de novo", uma touca especial vai captar as atividades elétricas do cérebro por eletroencefalografia. Quando o voluntário se imaginar caminhando por conta própria, os sinais produzidos por seu cérebro serão coletados pela touca e enviados a um computador que fica nas costas da veste robótica.
O computador decodifica essa mensagem e envia a ordem aos membros artificiais, que passarão a executar os movimentos imaginados pelo paraplégico. Ao mesmo tempo, sensores dispostos nos pés do voluntário enviam sinais para a roupa especial. A pessoa, então, sente uma vibração nos braços toda vez que o robô tocar o chão. É como se o tato dos pés fosse transferido para os braços, naquilo que Nicolelis chama de "pele artificial".
Testes
Juliano Pinto, de 29 anos, que é paraplégico, deu um "chute simbólico" em uma bola de futebol na abertura da Copa do Mundo, na Arena Corinthians, utilizando o exoesqueleto, equipamento desenvolvido pela equipe do neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis (Foto: Reginaldo Castro/Estadão Conteúdo)







Juliano Pinto, de 29 anos, que é paraplégico, deu um
 "chute simbólico" em uma bola de futebol na abertura da 
Copa do Mundo, na Arena Corinthians. Ele utilizou o exoesqueleto, 
equipamento desenvolvido pela equipe do neurocientista brasileiro
 Miguel Nicolelis (Foto: Reginaldo Castro/Estadão Conteúdo)

A equipe do projeto está no Brasil desde março, trabalhando em um laboratório montado dentro da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), instituição parceira do "Andar de novo". Segundo nota divulgada pela assessoria de imprensa do projeto, oito pessoas da AACD já testaram o equipamento e, no dia 28 de maio, todos os "objetivos científicos, clínicos e tecnológicos" foram concluídos.
Em 16 de maio, Nicolelis já havia anunciado em sua conta no Facebook a conclusão dos testes com voluntários. "Depois de meses de treinamento, os últimos dois voluntários andaram com a ajuda do exoesqueleto e puderam desfrutar da sensação de andar de novo", escreveu o neurocientista. O pesquisador batizou o exoesqueleto de "BRA-Santos Dumont I".
Críticas
Antes de chegar a esse patamar de estudo, Nicolelis publicou em revistas científicas renomadas vários resultados envolvendo mecanismos da interface cérebro-máquina. Em um dos artigos mais recentes, um macaco foi capaz de controlar, só com a "força da mente", dois braços virtuais ao mesmo tempo. Mas, até o momento, os resultados dos testes do exoesqueleto em humanos ainda não foram publicados.
Segundo a assessoria de imprensa do projeto, os resultados finais serão apresentados nos próximos meses, por meio de publicações em revistas especializadas. Em entrevista à revista científica americana "Science" publicada na semana passada, Nicolelis afirmou que a apresentação no estádio do Corinthians era para a comunidade científica, mas para o público. "A demonstração para a comunidade científica virá em artigos, mais tarde", completou o brasileiro.
Uma das principais críticas que a comunidade científica tem sobre o "Andar de novo" é o fato de ele captar a atividade cerebral por meio de eletroencefalografia. Anteriormente, Nicolelis pretendia usar eletrodos implantados diretamente no cérebro. Questionado pela revista "Science" sobre essa mudança, o pesquisador respondeu que mudou de ideia depois de observar que os resultados de grupos que exploraram essa tecnologia eram "medíocres".
"Vimos que tínhamos um novo algoritmo para a eletroencefalografia que poderia fazer mais do que pensei no início", disse o neurocientista. Ele acrescentou que os implantes de eletrodos realmente funcionam melhor no caso da movimentação dos braços, mas não para locomoção.
De acordo com Nicolelis, essa demonstração é apenas o primeiro passo da pesquisa, que deve continuar a ser desenvolvida para que o exoesqueleto se torne uma alternativa viável de mobilidade para pessoas paralisadas. "Isso é apenas para aumentar a conscientização para o fato de que temos de 20 a 25 milhões de pessoas paralisadas ao redor do mundo, e que a ciência, se devidamente financiada e apoiada, pode fazer alguma coisa. Se começarmos agora – e esse é apenas um chute inicial simbólico – podemos conseguir fazer alguma coisa nos próximos anos."
Infográfico - Veja como funciona o exoesqueleto que vai possibilitar que jovem dê pontapé inicial da Copa do Mundo (Foto: Infográfico)









(fonte G1 São Paulo) 

*nota Eficiência Especial:  Para além das críticas, fica nosso aplauso ao Miguel Nicolelis e a todos os que acreditam na evolução da ciência e novas tecnologias em benefício da inclusão da pessoa com deficiência. Inclusão, sempre!

segunda-feira, 9 de junho de 2014

COLUNA DO BERNARDO FRÓES - PARALISIA CEREBRAL

Confiram a coluna mensal do jornalista Bernardo Fróes.
Em junho, falando sobre PARALISIA CEREBRAL.

Exoesqueleto dará chute inicial em cerimônia da Copa do Mundo

9.jun.2014 - Na próxima quinta-feira (12), um paraplégico 
usará um exoesqueleto robótico para dar o pontapé
 inicial na cerimônia de abertura da Copa


A honra de dar o pontapé inicial na cerimônia de abertura da Copa do Mundo, na próxima quinta-feira (12), em São Paulo, caberá a um paraplégico que usará um traje robótico similar ao do personagem dos quadrinhos Homem de Ferro, e criado por um cientista brasileiro.
O médico Miguel Nicolelis chefiou uma equipe internacional de 156 pesquisadores para criar um exoesqueleto futurista, desenvolvido para permitir que vítimas de paralisia possam andar.
Na cerimônia de abertura da Copa do Mundo, em São Paulo, um paraplégico cuja identidade tem sido mantida em sigilo, deixará para trás a cadeira de rodas para entrar no gramado usando o traje e dar o pontapé inicial do torneio.
Circuitos elétricos instalados nos "pés" do traje enviarão um sinal de retorno ao usuário através da pele artificial que cobrirá seu braço, transmitindo a sensação de movimento e contato.
"É a primeira vez que um exoesqueleto é controlado por atividade cerebral e oferece 'feedback' aos pacientes", declarou à AFP Nicolelis, neurocientista da Universidade Duke, na Carolina do Norte (EUA).
"Fazer uma demonstração em um estádio é algo muito fora da nossa rotina na robótica. Nunca foi feito antes", prosseguiu o cientista.
Sua voz mistura cansaço e animação diante da proximidade do apogeu espetacular de 30 anos de trabalho, mais de 200 artigos científicos e incontáveis testes clínicos.
Nicolelis deu os primeiros passos nesta direção em 1984, quando redigiu sua tese de doutorado sobre conexões neurais no controle muscular.
Ele disse que a ideia de desenvolver o traje surgiu em 2002, quando os cientistas apenas começavam a explorar exoesqueletos robóticos.
"Em 2009, depois que soubemos que o Brasil sediaria a Copa do Mundo, eles me pediram ideias para mostrar o Brasil de uma forma diferente daquela que o mundo costuma vê-lo. Foi quando eu sugeri fazer uma demonstração científica para mostrar às pessoas que o Brasil está investindo e tem potencial humano para fazer coisas além do futebol", afirmou.
Nicolelis contou que ele e uma equipe com mais de 40 pessoas mal têm deixado o laboratório desde março, quando chegaram a São Paulo, para finalizar os preparativos da demonstração.
Mas o sacrifício é compensador, afirmou, lembrando um momento, em 24 de abril, em que um usuário com paralisia deu os primeiros passos usando o exoesqueleto.
Eles batizaram o traje com o nome de BRA-Santos Dumont, uma combinação das três primeiras letras usadas para identificar o Brasil em competições esportivas e Alberto Santos Dumont, o pai da aviação brasileira.
Controvérsia científica
Alguns cientistas criticaram Nicolelis por trocar as publicações acadêmicas pelos meios de comunicação de massa - ele publica atualizações de suas pesquisas no Facebook - e o anonimato do laboratório pelos holofotes da Copa do Mundo.
Os críticos também questionam a natureza prática de sua pesquisa e o acusaram de abocanhar uma parte injusta do orçamento de pesquisas do governo brasileiro.
Mas Nicolelis rechaçou estas críticas.
"O financiamento é o mesmo, com ou sem Copa do Mundo. Nós recebemos US$ 14 milhões do governo brasileiro nos dois últimos anos. Isto é, aproximadamente, quatro ou cinco vezes menos do que o governo dos Estados Unidos investe em um braço mecânico", afirmou.
"Eu não vejo nada de errado em demonstrar para o mundo todo uma tecnologia que tem um objetivo humanitário e que foi pago pela sociedade civil", acrescentou.
Mais de 65 mil pessoas testemunharão, na Arena Corinthians, em São Paulo, os primeiros passos de BRA-Santos Dumont em público, antes da partida inaugural da Copa, entre Brasil e Croácia. Cerca de um bilhão de telespectadores devem assistir ao feito pela televisão.

fonte: BOL  - Rosa Sulleiro

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