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sábado, 12 de julho de 2014

A MELHOR SELEÇÃO COPA 2014


Aí está o super técnico da melhor seleção da COPA 2014:

 











o neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis - que prossegue firme - além do simbólico pontapé inicial, na abertura do Mundial - em suas pesquisas, cujo objetivo é desenvolver próteses neurais para a reabilitação de pacientes que sofrem de paralisia corporal!
Inclusão, sempre! 

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quinta-feira, 12 de junho de 2014

Jovem paraplégico usa exoesqueleto e chuta bola na abertura da Copa

Tecnologia foi desenvolvida por equipe liderada pelo cientista Miguel Nicolelis.

Paraplégico é Juliano Pinto, de 29 anos; treinamento foi na AACD.















(imagem do pontapé inicial: foto - Márcia Francisco) 

Após muito suspense, um paraplégico deu um "chute simbólico" em uma bola de futebol na abertura da Copa do Mundo do Brasil utilizando o exoesqueleto, equipamento desenvolvido pela equipe do neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis. O chute foi na Arena Corinthians, nesta quinta-feira (12).Copa do Mundo do Brasil utilizando o exoesqueleto, equipamento desenvolvido pela equipe do neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis. O chute foi na Arena Corinthians, nesta quinta-feira (12).
O voluntário era Juliano Pinto, 29 anos, que tem tem paraplegia completa de tronco inferior e membros inferiores.. Reveja a transmissão  do pontapé inicial  no link  do G1: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2014/06/jovem-paraplegico-usa-exoesqueleto-chuta-bola-na-ab
A cena foi muito rápida. Três integrantes do projeto "Andar de Novo", entre eles Miguel Nicolelis , apareceram com o voluntário, que estava em pé e já utilizava o exoesqueleto. Ele deu um passo com a perna direita e movimentou a bola, recolhida por um ator mirim, caracterizado de árbitro de futebol.
Inicialmente, a equipe de cientistas havia divulgado que o voluntário caminharia alguns passos para dar o simbólico "chute inaugural" do campeonato. Segundo o Comitê Organizador da Copa do Mundo, o "pontapé inicial" foi fora do campo de jogo, para não prejudicar o gramado por causa do peso do equipamento.
Após a demonstração, Nicolelis postou em seu twitter a frase "We did it!!!!", que quer dizer, "nós fizemos isso", na tradução do inglês. Em comunicado de imprensa, Nicolelis informou que “foi um grande trabalho de equipe e destaco, especialmente, os oito pacientes, que se dedicaram intensamente para este dia. Coube a Juliano usar o exoesqueleto, mas o chute foi de todos. Foi um grande gol dessas pessoas e da nossa ciência”.
Mais de 156 pesquisadores de vários países integraram um consórcio responsável pela investigação científica, encabeçado pelo brasileiro Miguel Nicolelis, professor da Universidade Duke, nos Estados Unidos, e do Instituto Internacional de Neurociências de Natal – Edmond e Lily Safra (IINN-ELS).
O princípio envolvido no funcionamento do exoesqueleto é a chamada "interface cérebro-máquina", que vem sendo explorada por Nicolelis desde 1999. Esse tipo de conexão prevê que a "força do pensamento" seja capaz de controlar de maneira direta um equipamento externo ao corpo humano.
No caso do exoesqueleto do projeto "Andar de novo", uma touca especial vai captar as atividades elétricas do cérebro por eletroencefalografia. Quando o voluntário se imaginar caminhando por conta própria, os sinais produzidos por seu cérebro serão coletados pela touca e enviados a um computador que fica nas costas da veste robótica.
O computador decodifica essa mensagem e envia a ordem aos membros artificiais, que passarão a executar os movimentos imaginados pelo paraplégico. Ao mesmo tempo, sensores dispostos nos pés do voluntário enviam sinais para a roupa especial. A pessoa, então, sente uma vibração nos braços toda vez que o robô tocar o chão. É como se o tato dos pés fosse transferido para os braços, naquilo que Nicolelis chama de "pele artificial".
Testes
Juliano Pinto, de 29 anos, que é paraplégico, deu um "chute simbólico" em uma bola de futebol na abertura da Copa do Mundo, na Arena Corinthians, utilizando o exoesqueleto, equipamento desenvolvido pela equipe do neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis (Foto: Reginaldo Castro/Estadão Conteúdo)







Juliano Pinto, de 29 anos, que é paraplégico, deu um
 "chute simbólico" em uma bola de futebol na abertura da 
Copa do Mundo, na Arena Corinthians. Ele utilizou o exoesqueleto, 
equipamento desenvolvido pela equipe do neurocientista brasileiro
 Miguel Nicolelis (Foto: Reginaldo Castro/Estadão Conteúdo)

A equipe do projeto está no Brasil desde março, trabalhando em um laboratório montado dentro da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), instituição parceira do "Andar de novo". Segundo nota divulgada pela assessoria de imprensa do projeto, oito pessoas da AACD já testaram o equipamento e, no dia 28 de maio, todos os "objetivos científicos, clínicos e tecnológicos" foram concluídos.
Em 16 de maio, Nicolelis já havia anunciado em sua conta no Facebook a conclusão dos testes com voluntários. "Depois de meses de treinamento, os últimos dois voluntários andaram com a ajuda do exoesqueleto e puderam desfrutar da sensação de andar de novo", escreveu o neurocientista. O pesquisador batizou o exoesqueleto de "BRA-Santos Dumont I".
Críticas
Antes de chegar a esse patamar de estudo, Nicolelis publicou em revistas científicas renomadas vários resultados envolvendo mecanismos da interface cérebro-máquina. Em um dos artigos mais recentes, um macaco foi capaz de controlar, só com a "força da mente", dois braços virtuais ao mesmo tempo. Mas, até o momento, os resultados dos testes do exoesqueleto em humanos ainda não foram publicados.
Segundo a assessoria de imprensa do projeto, os resultados finais serão apresentados nos próximos meses, por meio de publicações em revistas especializadas. Em entrevista à revista científica americana "Science" publicada na semana passada, Nicolelis afirmou que a apresentação no estádio do Corinthians era para a comunidade científica, mas para o público. "A demonstração para a comunidade científica virá em artigos, mais tarde", completou o brasileiro.
Uma das principais críticas que a comunidade científica tem sobre o "Andar de novo" é o fato de ele captar a atividade cerebral por meio de eletroencefalografia. Anteriormente, Nicolelis pretendia usar eletrodos implantados diretamente no cérebro. Questionado pela revista "Science" sobre essa mudança, o pesquisador respondeu que mudou de ideia depois de observar que os resultados de grupos que exploraram essa tecnologia eram "medíocres".
"Vimos que tínhamos um novo algoritmo para a eletroencefalografia que poderia fazer mais do que pensei no início", disse o neurocientista. Ele acrescentou que os implantes de eletrodos realmente funcionam melhor no caso da movimentação dos braços, mas não para locomoção.
De acordo com Nicolelis, essa demonstração é apenas o primeiro passo da pesquisa, que deve continuar a ser desenvolvida para que o exoesqueleto se torne uma alternativa viável de mobilidade para pessoas paralisadas. "Isso é apenas para aumentar a conscientização para o fato de que temos de 20 a 25 milhões de pessoas paralisadas ao redor do mundo, e que a ciência, se devidamente financiada e apoiada, pode fazer alguma coisa. Se começarmos agora – e esse é apenas um chute inicial simbólico – podemos conseguir fazer alguma coisa nos próximos anos."
Infográfico - Veja como funciona o exoesqueleto que vai possibilitar que jovem dê pontapé inicial da Copa do Mundo (Foto: Infográfico)









(fonte G1 São Paulo) 

*nota Eficiência Especial:  Para além das críticas, fica nosso aplauso ao Miguel Nicolelis e a todos os que acreditam na evolução da ciência e novas tecnologias em benefício da inclusão da pessoa com deficiência. Inclusão, sempre!

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Exoesqueleto dará chute inicial em cerimônia da Copa do Mundo

9.jun.2014 - Na próxima quinta-feira (12), um paraplégico 
usará um exoesqueleto robótico para dar o pontapé
 inicial na cerimônia de abertura da Copa


A honra de dar o pontapé inicial na cerimônia de abertura da Copa do Mundo, na próxima quinta-feira (12), em São Paulo, caberá a um paraplégico que usará um traje robótico similar ao do personagem dos quadrinhos Homem de Ferro, e criado por um cientista brasileiro.
O médico Miguel Nicolelis chefiou uma equipe internacional de 156 pesquisadores para criar um exoesqueleto futurista, desenvolvido para permitir que vítimas de paralisia possam andar.
Na cerimônia de abertura da Copa do Mundo, em São Paulo, um paraplégico cuja identidade tem sido mantida em sigilo, deixará para trás a cadeira de rodas para entrar no gramado usando o traje e dar o pontapé inicial do torneio.
Circuitos elétricos instalados nos "pés" do traje enviarão um sinal de retorno ao usuário através da pele artificial que cobrirá seu braço, transmitindo a sensação de movimento e contato.
"É a primeira vez que um exoesqueleto é controlado por atividade cerebral e oferece 'feedback' aos pacientes", declarou à AFP Nicolelis, neurocientista da Universidade Duke, na Carolina do Norte (EUA).
"Fazer uma demonstração em um estádio é algo muito fora da nossa rotina na robótica. Nunca foi feito antes", prosseguiu o cientista.
Sua voz mistura cansaço e animação diante da proximidade do apogeu espetacular de 30 anos de trabalho, mais de 200 artigos científicos e incontáveis testes clínicos.
Nicolelis deu os primeiros passos nesta direção em 1984, quando redigiu sua tese de doutorado sobre conexões neurais no controle muscular.
Ele disse que a ideia de desenvolver o traje surgiu em 2002, quando os cientistas apenas começavam a explorar exoesqueletos robóticos.
"Em 2009, depois que soubemos que o Brasil sediaria a Copa do Mundo, eles me pediram ideias para mostrar o Brasil de uma forma diferente daquela que o mundo costuma vê-lo. Foi quando eu sugeri fazer uma demonstração científica para mostrar às pessoas que o Brasil está investindo e tem potencial humano para fazer coisas além do futebol", afirmou.
Nicolelis contou que ele e uma equipe com mais de 40 pessoas mal têm deixado o laboratório desde março, quando chegaram a São Paulo, para finalizar os preparativos da demonstração.
Mas o sacrifício é compensador, afirmou, lembrando um momento, em 24 de abril, em que um usuário com paralisia deu os primeiros passos usando o exoesqueleto.
Eles batizaram o traje com o nome de BRA-Santos Dumont, uma combinação das três primeiras letras usadas para identificar o Brasil em competições esportivas e Alberto Santos Dumont, o pai da aviação brasileira.
Controvérsia científica
Alguns cientistas criticaram Nicolelis por trocar as publicações acadêmicas pelos meios de comunicação de massa - ele publica atualizações de suas pesquisas no Facebook - e o anonimato do laboratório pelos holofotes da Copa do Mundo.
Os críticos também questionam a natureza prática de sua pesquisa e o acusaram de abocanhar uma parte injusta do orçamento de pesquisas do governo brasileiro.
Mas Nicolelis rechaçou estas críticas.
"O financiamento é o mesmo, com ou sem Copa do Mundo. Nós recebemos US$ 14 milhões do governo brasileiro nos dois últimos anos. Isto é, aproximadamente, quatro ou cinco vezes menos do que o governo dos Estados Unidos investe em um braço mecânico", afirmou.
"Eu não vejo nada de errado em demonstrar para o mundo todo uma tecnologia que tem um objetivo humanitário e que foi pago pela sociedade civil", acrescentou.
Mais de 65 mil pessoas testemunharão, na Arena Corinthians, em São Paulo, os primeiros passos de BRA-Santos Dumont em público, antes da partida inaugural da Copa, entre Brasil e Croácia. Cerca de um bilhão de telespectadores devem assistir ao feito pela televisão.

fonte: BOL  - Rosa Sulleiro

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Nova geração de exoesqueleto faz paraplégico voltar a andar

Estrutura de titânio e alumínio pesa 25 kg e funciona com três velocidades
(Descrição imagem: Deficiente físico em exercício com o exoesqueleto. Desde fevereiro, a empresa norte-americana Ekso começou a produzir exoesqueletos que estão sendo usados em fisioterapias com a finalidade de exercitar usuários de cadeiras de rodas FOTO EKSO/DIVULGAÇÃO)
[Califórnia, EUA. Quando Joey Abicca apoia uma muleta de metal no chão com seu braço direito, pequenos motores começam a se enroscar em volta de sua perna esquerda, levantando-a e a movendo para a frente. O barulho metálico lembra as cenas de "RoboCop". O que Abicca, 17, está usando é, basicamente, um robô.

Desde o acidente em que lesionou sua coluna, há três anos, o jovem não consegue mais andar sozinho. O traje, produzido pela empresa Ekso Bionics, é um esforço para mudar isso. O equipamento, controlado por um computador em suas costas e por um par de muletas, permite que o rapaz retome os movimentos das pernas.

A Ekso é uma das organizações que estão trabalhando em robôs "de vestir" projetados para ajudar pessoas com deficiências físicas ou para transformar o corpo humano em super-humano. Originalmente financiada pelas Forças Armadas, a empresa colaborou com a Universidade da Califórnia e com a indústria bélica Lockheed Martin em um aparato chamado Hulc, que permite aos soldados carregar até 100 kg de equipamentos em vários tipos de terreno.

Em fevereiro, a Ekso começou a transportar exoesqueletos que estão sendo usados em fisioterapias, com a finalidade de retirar os usuários de cadeiras de rodas e de usar seus membros inferiores para que os músculos não se deteriorem. Cerca de 15 centros de reabilitação nos Estados Unidos estão utilizando o traje, que custa US$ 140 mil, além dos US$ 10 mil dos contratos de serviços.

Com uma estrutura de titânio e alumínio, o traje biônico - também chamado Ekso - funciona à bateria e pesa 25 kg. Ele ainda não está no ponto em que um paraplégico consiga utilizá-lo sozinho; a bateria dura três horas, quando precisa ser substituída por um fisioterapeuta. A supervisão de um profissional também garante que o paciente não sofra uma queda. De acordo com a empresa, centenas de pacientes já utilizaram o Ekso, e nenhum deles se acidentou até hoje.

O traje também está evoluindo. Sua última versão, lançada em agosto, inclui estilos de marcha com diferentes níveis de dificuldade, para desafiar os pacientes a fazerem progressos em sua reabilitação.

No primeiro modo, quando o paciente ainda está aprendendo a andar com o traje, um fisioterapeuta ajusta a extensão do passo e aperta um botão em um computador para iniciar cada passo. No segundo modo, o paciente pode iniciar um passo apertando os botões das muletas. E, no terceiro modo, uma vez que o paciente já aprendeu a manter o equilíbrio com o traje, ele pode acionar o robô para dar um passo só transferindo o peso de seu corpo para um e outro lado.
Traduzido por Raquel Sodré

 
(fonte: O Tempo/ The New York Times)