quarta-feira, 12 de julho de 2017

INCLUSÃO E EFICIENCIA ESPECIAL

Nesta quinta-feira, dia 12, eu converso com o coordenador geral do Movimento Unificado de Deficientes Visuais de Belo Horizonte - MUDEVI BH, Willian Nascentes e com a coordenadora da Comissão de Passeios, do mesmo projeto, Elisângela de Jesus. Eles vão falar sobre a ação da entidade junto aos órgãos públicos, como por exemplo, a PBH. Projetos como aplicativo Siu Mobile, instalação de piso tátil nas vias públicas e sinal sonoro, são alguns dos temas em questão. O funcionamento do MOVE e a satisfação das pessoas com deficiência visual, também está em nosso bate-papo. Não perca! Às 12h30, na Rádio Inconfidência AM880 ou www.inconfidencia.com.br
Inclusão, sempre!
Márcia Francisco

quinta-feira, 6 de julho de 2017

OUÇA A ENTREVISTA COM MICHELLE MALAB

Confira a entrevista do nosso programa "Inclusão e Eficiência Especial", exibido no dia 06 de julho, na Rádio Inconfidência. A entrevista com a escritora e palestrante, Michelle Malab, traz sua experiência com o filho autista e o diagnóstico,  tardio, dela própria: Asperger. Michelle nos transmite toda esta valiosa história através do recém-lançado livro "Na Montanha Russa". Ouça AQUI 
(descrição da foto: Michele Malab)

segunda-feira, 3 de julho de 2017

MINAS TÊNIS CLUBE VALORIZA A ACESSIBILIDADE


ACESSIBILIDADE TOTAL É META DA DIRETORIA DE OBRAS

As obras de acessibilidade do Minas I seguem a todo vapor. Como previsto no cronograma inicial, foram reformadas as cal- çadas das ruas Professor Antônio Aleixo e Espírito Santo, com a instalação de faixa tátil na cor vermelha. Além disso, foram construídos sanitários adequados a pessoas com deficiência (PCDs), no Piso 9 da Arena Minas Tênis Clube. Foram instaladas também placas indicativas, ajuste de rampas, plataformas, pisos e placas táteis em todo o Centro de Treinamento. Neste mês, serão concluídos alguns outros serviços, como o muro da rua Professor AntônioAleixo, que terá janelões de vidro, cumprindo contrapartida do Conselho do Patrimônio Histórico e Cultural de Belo Horizonte, quando da aprovação do Plano Diretor do Minas I. Também será executado um novo acesso externo à arquibancada do Parque Aquático CVC e iniciada a reforma da rampa da portaria da rua Espírito Santo. Ainda em julho, está marcado o início das obras de rota acessível na passarela entre a Sede Social e o Centro de Facilidades, com colocação de piso tátil e sinalização. 

SEM ESFORÇO:
As ladeiras do Minas Country não são mais um problema para os sócios que têm dificuldades de locomoção. Desde junho, os minastenistas contam com um carrinho, que faz o transporte interno na avenida principal da Unidade, durante todo o horário de funcionamento do Country. O ve- ículo é conduzido por funcionário do Clube e tem capacidade para três pessoas por vez.

(fonte: Revista do Minas, nº142 - junho de 2017 - ano XII)

Michelle Malab lança "Na Montanha Russa – vivendo a maternidade no Autismo"

(descrição imagem: a escritora Michelle Malab)
 
Amante das letras, Michelle, desde a infância, sempre se considerou uma escritora nata. 

Após ter seu primeiro filho Pedro, diagnosticado com Sindrome de Asperger (Autismo), se deparou com um novo universo em sua vida. Com muitos erros e acertos, adquiriu um conhecimento amplo vivenciados pelas inúmeras tentativas acertadas e outras frustradas  no único propósito de estimular o desenvolvimento do filho e inseri-lo a sociedade na qual vivemos.

Para a autora, o desejo de escrever um livro já era algo muito forte, que se tornou mais pulsante após ser diagnosticada também com a mesma síndrome do seu filho.

Para Michelle Malab, escrever um livro relatando fatos vividos é compartilhar com o leitor sua vivência  contribuindo com famílias e mães que enfrentam situações similares quando recebem o diagnostico da Sindrome de Asperguer e, com isso, começam a enfrentar momentos cheios de questionamentos e negação

O livre recebe o nome da expressão ouvida por muitas pessoas que vivenciam o autismo demosntrando que nesta syndrome nada é relínio, linear mas vai e vem de altos e baixos sempre com a necessidade de recomeços e mudanças de trajeto.

Michelle Malab  foi diagnosticada com Síndrome de Asperger já na fase adulta, anos após ter tido o diagnóstico de seu filho Pedro. Com o filho diagnosticado, deparando-se com a falta de tratamentos eficazes e poucos profissionais capacitados na área começou a estudar sobre a síndrome, tornando-se co-terapeuta no tratamento do filho. Durante anos de estudo passou administrar palestras sobre autismo e organizar seminários sobre o tema, trazendo os melhores métodos e tratamentos que visam dar às pessoas com autismo as ferramentas necessárias para seu desenvolvimento. É militante na luta pelos Direitos das Pessoas com Autismo e, em particular, no que se refere a inclusão escolar efetiva e humanizada. O autismo do filho acabou por lhe trazer também um conhecimento sobre si mesma.

Saiba mais: 31 994316620 - michellemalab75@gmail.com


sexta-feira, 23 de junho de 2017

Educação Inclusiva no Brasil é tema de debate em Conferência da ONU

A participação efetiva de organizações da sociedade civil, o estabelecimento de cotas nas universidades federais, a criminalização da discriminação às pessoas com deficiência e os avanços da LBI foram apontados como alicerces de uma política educacional inclusiva em franco desenvolvimento e consolidação, capaz de garantir a matrícula de 90% das crianças com deficiência em escolas regulares no país.

A decisão brasileira de garantir o acesso dos estudantes com deficiência ao sistema educacional regular, consequência da ratificação da Convenção dos Direitos da Pessoa com Deficiência pelo país em 2009, foi tema de debate na 10ª Conferência dos Estados Partes Signatários da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência nessa quinta-feira, 14 de junho, na sede da ONU, em Nova Iorque. A experiência brasileira foi destacada como relevante referencial na definição de diretrizes internacionais de educação inclusiva em conformidade com a Convenção.
O painel foi aberto pelo secretário especial dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Marco Pellegrini; Participaram da discussão sobre a experiência brasileira Izabel Maior e José Otávio Motta Pompeu de Silva, da Universidade Federal do Rio de Janeiro; a deputada federal Mara Gabrilli; Patrícia Neves Raposo, secretária nacional de Alfabetização, Educação Continuada, Diversidade e Inclusão do Ministério da Educação do Brasil; e Sue Swenson, presidente do Comitê de Inclusão Internacional da ONU. Na plateia, entidades e organizações da sociedade civil brasileira, como a organização não-governamental da Sociedade Ciivl Escola de Gente, voltada à promoção da comunicação e da educação inclusivas, e a Federação das Apaes – Associação Pais Amigos dos Excepcionais, também deram sua contribuição sobre a nova realidade da educação inclusiva no país..
A política de educação inclusiva adotada pelo Brasil procura garantir às pessoas com deficiência seu direito à educação, desde os níveis elementares até os mais elevados. Mas não basta assegurar a matrícula. Devem ser disponibilizados serviços especializados e/ou adaptados ao público com essa demanda. Está prevista também a manutenção de um programa de capacitação contínua – e de contratação por escolas públicas e privadas - de professores e profissionais dedicados à facilitação do processo de ensino junto aos estudantes com deficiência. Ferramentas e soluções como mobiliário, material pedagógico, comunicação e sistemas de informações, além do transporte, serão totalmente acessíveis a todos os alunos - sem imposição de custo extra ou transtornos aos com deficiência. Barreiras arquitetônicas e atitudinais devem ser eliminadas. Além disso, famílias e comunidades estão convidadas a participar da construção do modelo de educação inclusiva válido nas escolas brasileiras, que prevê ainda a transversalidade na troca de informações e consultas junto a todos os agentes públicos envolvidos.
A participação efetiva de organizações da sociedade civil e a reserva de cotas para alunos com deficiência nas universidades federais têm sido decisivas para os avanços brasileiros no planejamento e implantação de um sistema educacional inclusivo, segundo os representantes brasileiros participantes do debate na ONU. Da mesma forma, tornou-se fundamental a determinação da Suprema Corte Federal de que escolas privadas fiquem proibidas de cobrar tarifas adicionais em função do ingresso e atendimento de alunos com deficiência.  A legislação, em vigor desde julho de 2015, que criminaliza qualquer tipo de discriminação às pessoas com deficiência, assim como os avanços da Lei Brasileira de Inclusão, também foram destacados pelos participantes do painel como fortes aliados na consolidação de um modelo de educação inclusiva no país. Estima-se que cerca de 90% das crianças com deficiência estejam matriculadas hoje no sistema regular de ensino brasileiro.
Esse modelo de educação inclusiva pelo qual optou o Brasil é baseado no artigo 24 da Convenção da ONU, que reconhece os direitos das pessoas com deficiência à educação regular em todos os níveis, sem discriminação e com igualdade de oportunidades. Nesse artigo, fica expressamente proibida a exclusão de alunos das escolas sob alegação de deficiência. A Convenção prevê que, para atingir o objetivo de desenvolvimento do potencial, dos talentos e das habilidades físicas e intelectuais de seus alunos com deficiência, os países signatários devam facilitar o aprendizado do braile, da língua de sinais e de modos, meios e formatos aumentativos e alternativos de comunicação, assim como oferecer técnicas e materiais pedagógicos adaptados. Até mesmo a contratação de professores habilitados para promover o aprendizado desse público com deficiência no sistema regular de ensino está recomendada pela Convenção.
fonte: SNPD

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

APAE FOLIA - BH


DESFILE 2017 DO BLOCO "TODO MUNDO CABE NO MUNDO"


26 de fevereiro, 09 às 15h
Parkbelo
Rua Piauí, 647 - Santa Efigênia - Belo Horizonte
https://www.facebook.com/events/1239164686173130
"Neste bloco ninguém anda, todo mundo voa, a 3 metros do chão"
Venha participar desta festa de inclusão e alegria. Todo mundo cabe neste bloco!!!
CARNAVAL DE TODO MUNDO - Manifesto TMCNM
Nossa ideia de carnaval sempre foi a de afirmação da festa como manifestação folclórica – a maior do país – ou seja, popular, democrática, gratuita e aberta ao livre espaço da rua em que todos os cidadãos se sintam convidados a participar. Por sorte, a cidade optou pelo carnaval com estas características. Parece-nos viver a realização de um sonho. Como cantam os versos de uma das nossas 5 marchinhas (especialmente compostas para o carnaval de BH): “BH, a bela adormecida, que dormia em pleno carnaval, um dia acordou e não sai mais da rua e não quer mais parar de pular, de pular, de pular...”
Festa popular sem a inclusão absoluta de todos, que condene parte da população, seja ela qual for, a meros espectadores é um contrassenso. Conhecemos muito bem o grande inimigo do ideal de inclusão social: o preconceito. Sabemos, também, da força de armas como a arte, o folclore, a alegria, o compartilhamento no combate a esse inimigo. O nosso carnaval tem essas armas e é com elas que botamos o nosso bloco na rua: “Todo mundo cabe no mundo” – pela paz, pela diversidade, pela liberdade.
MARCELO XAVIER

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

EM BH: MOSTRA COM DEBATES: ACESSO, HABILIDADES, VIDA INCLUSIVA

PROGRAMAÇÃO

Belo Horizonte realizará entre 08 e 10 de novembro, a Mostra com Debates: Acesso, Habilidades, Vida Inclusiva. Serão três dias de mostras e debates que terão como temática principal o design universal como forma de promoção da vida inclusiva para todos. Contará com a participação de profissionais de diversos setores e órgãos institucionais centrados na discussão das possibilidades de práticas normativas, iniciativas de promoção e exemplos de aplicação do conceito em espaços culturais.
O evento ocorrerá no Museu da Imagem e do SOM - MIS Cine Santa Teresa.
O enfoque do evento será na necessária transparência de iniciativas e formulações sobre a prática profissional para a construção de edifícios e espaços urbanos verdadeiramente acessíveis para todos, respeitando-se as diferenças individuais no tratamento de problemas de mobilidade, de leitura e de navegação no meio edificado.
PROGRAMAÇÃO
Dia 8/11, terça
18h30 | Abertura
Prof. Marcelo Pinto Guimarães (ADAPTSE/UFMG)
Yuri Mello Mesquita (APCBH/DIMCR/FMC)
Prof. Mauricio José Laguardia Campomori (EA/UFMG)
Arq. Urb. Vera Carneiro de Araújo (Presidente CAU/MG)

19 às 21h30 | Painel 1
ACESSIBILIDADE NA PRÁTICA: ENTRE LEIS E NORMAS
Mediação: Prof. Marcelo Pinto Guimarães (ADAPTSE/UFMG)
Debatedores:
Prof. Jacques Lazzarotto (FUMEC)
Angélica Baldin Picceli (Apuntto Arquitetura e Design)
Convidado a confirmar
 Dia 9/11, quarta
19 às 21h30 | Painel 2
INCENTIVOS E INICIATIVAS PARA ACESSIBILIDADE UNIVERSAL
Mediação: Flávia Papini Horta (NPGAU/UFMG)
Debatedores:
Renato Cesar Ferreira de Souza (EA/UFMG)
Marcos Fontoura (BH Trans)
Convidado a confirmar
 Dia 10/11, quinta
19 às 21h30 | Painel 3
EXPERIÊNCIA DA INCLUSÃO NOS ESPAÇOS CULTURAIS
Mediação: Prof. Paulo Roberto Sabino (NPGAU/UFMG)
Debatedores:
Profª. Letícia Julião (Museologia/UFMG)
Cássio Campos (DIMCR/FMC)
Luciana Cajado (IEPHA/Circuito Liberdade)

Endereço: MIS Cine Santa Tereza - R. Estrela do Sul, 89 - Santa Teresa

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Cristina Fortini e Patrícia Leal Lopes, gestoras do Blog Santa de casa faz milagre e mães de filhas que estão dentro do espectro autista, são as entrevistadas de segunda-feira, 17 de outubro, às 13h30, no nosso Inclusão e Eficiência Especial, AM 880 ou www.inconfidencia.com.brSINTONIZE!

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

OUÇA ENTREVISTA COM BRUNO MENDES

Confira a entrevista do psicólogo, produtor cultural e professor de Teatro, Bruno Mendes, ao nosso programa Inclusão e Eficiência Especial - Rádio Inconfidência. Clique AQUI
 

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Conexão cérebro-máquina faz paraplégicos se moverem

Liderados por Miguel Nicolelis, testes feitos com oito 

pessoas unem realidade virtual a exoesqueleto
Tecnologia. Nova possibilidade servirá para facilitar o treinamento de novos neurocirurgiões, dizem especialistas


O ambicioso projeto brasileiro de devolver mobilidade a 
paraplégicos por meio de um exoesqueleto robótico, controlado
 pela força da mente, atirou no que viu e acertou no que não viu. 
Ontem, a equipe de cientistas liderada pelo neurocientista 
paulistano Miguel Nicolelis, que atua na Universidade de Duke (EUA), 
divulgou que pacientes paraplégicos com antigas lesões na 
medula espinhal apresentaram melhoras sem precedentes 
na mobilidade e nas sensações. Alguns deles conseguiram 
até mesmo reiniciar sua vida sexual graças a esse tratamento
 de reeducação cerebral e física.

Os resultados surpreendentes envolvendo seis homens e duas
 mulheres que perderam completamente o uso dos membros 
inferiores, publicados ontem na revista especializada “Scientific Reports”,
 foram conseguidos com a mesma plataforma usada na cerimônia
 de abertura da Copa do Mundo de 2014. À época, um paraplégico,
 com a ajuda do exoesqueleto, conseguiu dar um rápido chute 
numa bola de futebol. A demonstração, no entanto, ainda estava 
distante do sonho de devolver a capacidade de andar a pessoas 
que sofreram lesões da medula espinhal.

Ainda é difícil explicar exatamente o que aconteceu com os 
participantes da pesquisa. Todos eles sofreram lesões
 classificadas como “completas” pelos médicos. Ou seja, em tese, 
os impulsos enviados pelo cérebro deles para controlar as pernas
 simplesmente não conseguiriam mais passar pela parte lesionada 
da medula e chegar até os membros. É como se o fio que leva 
energia elétrica para uma lâmpada tivesse sido cortado.

Realidade virtual.A abordagem adotada por Nicolelis e companhia 
buscou contornar esse problema medindo diretamente a atividade 
cerebral dos pacientes, fazendo-os imaginar que estavam mexendo
 as pernas de novo e vendo um avatar desses membros a se
 movimentar numa tela de realidade virtual. Com isso, as áreas 
do cérebro que tinham “esquecido” como mexer as pernas voltaram
 a mapear esse tipo de ação.

A surpresa, porém, veio quando os pesquisadores perceberam, 
após meses de trabalho, que todos os pacientes, em maior ou menor
 grau, passaram a ter sensações de dor, de pressão e de equilíbrio 
na área originalmente afetada pela paralisia.

Um deles – uma mulher de 32 anos paraplégica há mais de uma 
década – vivenciou a transformação mais dramática.

No início dos testes, realizados em uma clínica de São Paulo, ela 
era incapaz de permanecer de pé mesmo com a ajuda de suportes. 
Treze meses depois, ela passou a andar com a ajuda dessa 
estruturas e de um terapeuta e começou a realizar o movimento 
de andar suspensa.

“Nós não poderíamos ter previsto esse resultado clínico 
surpreendente quando o projeto começou”, explica Nicolelis, 
o principal arquiteto dessa pesquisa de reabilitação. “Até agora, 
ninguém tinha visto a recuperação dessas funções em um paciente 
tantos anos depois de ter sido diagnosticado com paralisia 
completa”, explica ele.

Depois dos avanços em locomoção, essa mesma paciente em
 teste recuperou suficientemente as sensações – em sua pele
 e dentro do corpo – “e decidiu ter um bebê”, conta Nicolelis.
 “Ela conseguia sentir as contrações”, afirmou.

“Também houve uma melhoria no desempenho sexual dos
homens”, diz Nicolelis, ressaltando que alguns deles recuperaram
 a possibilidade de ter relações sexuais e ereções.

Capacidade muscular. Todos eles também recuperaram a 
capacidade de contrair ao menos alguns músculos da região
 paralisada – em especial os ligados ao quadril e ao fêmur. 
Eles também conseguiram andar por distâncias curtas com 
ajuda de andadores, muletas e órteses. “O progresso se traduziu 
em uma melhor qualidade de vida, segundo relatos dos próprios
 pacientes”, acrescenta Nicolelis.

A hipótese dos cientistas é que pelo menos algumas das conexões
 entre a medula e os membros dos pacientes foram preservadas e
que o treinamento com a realidade virtual e o exoesqueleto
 fez com que elas “acordassem”.

O objetivo agora é testar o mesmo processo em pessoas 
que sofreram as lesões há pouco tempo – em tese, elas poderiam
 ter melhoras ainda mais claras.

Aplicativo brasileiro dá mais independência para crianças autistas

Com interface lúdica, app Jujuba indica

 quando e como fazer as atividades diárias


O autismo afeta cerca de 1% da população mundial,
 o equivalente a 70 milhões de pessoas, de acordo com dados da 
Organização das Nações Unidas (ONU). Para pessoas com esse transtorno,
 saber o que vai acontecer e antecipar atividades ao longo do dia,
 independentemente do grau de complexidade, faz com que as
 crianças com desenvolvimento atípico – entre elas as autistas – se
 sintam mais seguras.
Há cerca de dois meses, o professor Éverton Nascimento, 35, 
substituiu as agendas e os cadernos pelo aplicativo gratuito Jujuba, 
que gerencia todo o cronograma da rotina do filho Pedro, 4. 
A ferramenta é uma novidade desenvolvida por outra mãe 
brasileira, a empresária Carolina Felício, com o apoio e a 
consultoria de diversos profissionais da saúde, como 
neurologistas e psicólogos.
“Os alertas facilitam o controle e o sistema de recompensa 
pela atividade concluída. Funciona como um reforço ao
 tratamento”, conta Éverton. 
Segundo a diretora-fundadora do aplicativo, a ideia surgiu 
pela falta de opções semelhantes no Brasil. “Buscar auxílio 
ainda é muito caro para as condições e o padrão da maioria 
das famílias brasileiras. Por isso, resolvi desenvolver uma 
alternativa tecnológica que desse independência, autonomia 
e promovesse a inserção desses pacientes na sociedade”, diz.
Carolina se inspirou em soluções de outros países, e, com 
apenas um mês no mercado, o aplicativo já tem cerca de
 500 downloads. “Demorou dois anos para achar uma 
pessoa que entendesse esse universo. Das cores às figuras,
 tudo foi minuciosamente pensado para não tirar ou colocar 
atenção demais nas tarefas”, conta ela.
Crianças com o Transtorno do Espectro Autista (TEA) se 
sentem despreparadas para lidar com o imprevisto, 
podendo se frustrar e ter crises de ansiedade na hora 
das atividades. Para o responsável, fica a tarefa de cadastrar
 no app a agenda do dia – como a hora do banho, de escovar 
os dentes e fazer o dever de casa.
Pelo aplicativo, a criança tem acesso à agenda diária, 
podendo interagir com as ações. Três minutos antes de 
cada atividade, ela recebe um alerta. A ferramenta auxilia
 visualmente na realização da tarefa, pois é possível instruir
 o passo a passo por meio de vídeos e fotos, facilitando 
a compreensão, ajudando na concentração e no desenvolvimento.
 Ao concluir a tarefa, ela é bonificada com moedas virtuais.
Um exemplo que o próprio aplicativo sugere é sobre a alimentação
. “Cadastre alimentos que a criança gosta e, no meio deles, 
um novo alimento ou um que não gosta, e cadastre um prêmio
. Após completar a sequência, ela será motivada pelos prêmios e, 
aos poucos, fica mais fácil introduzir novas opções na 
alimentação”, diz Carolina.
A aplicativo envia relatórios periódicos aos responsáveis, 
o que garante menos interferência externa na vida desses pacientes.
Flash
Melhoria. Por enquanto, a ferramenta está disponível apenas
 no sistema operacional iOS, mas, até o final do ano, também 
será disponibilizada para Android, conforme adiantou a 
empresária Carolina. Outras melhorias também estão sendo 
feitas para incluir rastreador, dados da criança, botão de 
emergência e até cursos para os pais.

Aplicativos já controlam Aids e TDAH

Outros aplicativos para auxiliar pacientes e acompanhar 
o tratamento de outras doenças e distúrbios, como Aids 
e Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), 
também já estão disponíveis no mercado digital.
O Life Coach foi desenvolvido na Suécia por psiquiatras 
especializados em TDAH e já está disponível em português.
O app é gratuito e funciona como um suporte cotidiano para
o acompanhamento do paciente nos mais diferentes aspectos, 
diminuindo os impactos do transtorno no dia a dia.
No ano passado, o Departamento de DSTs, Aids e Hepatites
 Virais (DDAHV) do Ministério da Saúde também lançou o
 Viva Bem, uma ferramenta que ajuda lembrar os pacientes 
sobre o horário em que devem tomar o medicamento e 
funciona como um diário para registro dos dados de carga viral e de exames.
(fonte: O Tempo)