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quinta-feira, 21 de julho de 2011

CURSO DE LIBRAS MELHORA INCLUSÃO PELOS SINAIS

Novo curso a distância, oferecido pela PUC Minas, busca melhorar a comunicação entre surdos e quem escuta














(descrição da foto: imagem de camera de vídeo focalizando deficiente auditivo, para ilustrar "foram 24 videos com situações em que os surdos têm dificuldades de se comunicar - crédito foto: Frederico Haikal)

"Uma compra no supermercado, reunião na empresa e encontro na escola são algumas situações dramatizadas para as filmagens de 24 vídeos desenvolvidos por uma equipe multidisciplinar de professores e técnicos da PUC Minas. O material faz parte da nova disciplina oferecida pela universidade, a Língua Brasileira de Sinais (Libras), na modalidade a distância. O curso, que começa em agosto, oferece 500 vagas, 400 delas já preenchidas.
 A ideia, como destaca a coordenadora do Núcleo de Apoio à Inclusão (NAI) da PUC Minas, a professora Maria do Carmo Menicucci, é propagar a inclusão do deficiente auditivo na sociedade, possibilitando o conhecimento básico dessa língua e capacitando o aluno para comunicações do dia a dia.
 A universidade tem hoje 199 alunos deficientes, cerca de 40 deles surdos ou com alguma deficiência auditiva. "A disciplina é uma oportunidade de conhecer o processo comunicativo da pessoa surda", disse Maria do Carmo. Ela explica que a PUC já tem a disciplina de forma presencial, mas é uma das universidades pioneiras no país a oferecer o curso virtualmente.
 Uma vez que é aberta a qualquer interessado que esteja cursando (ou tenha concluído) o Ensino Superior, a disciplina pode ser feita de forma isolada. "O curso não formará professores, mas será um aliado na formação desses profissionais e também de quem está nas salas de aula", destaca a professora.
 Com investimentos de R$ 230 mil, o conjunto de 24 vídeos, com seis minutos de duração cada, reproduz situações cotidianas como, por exemplo, o ato de matricular-se numa escola, ver a previsão do tempo e a entrega de currículo no setor de recursos humanos de uma empresa. Situações que podem parecer simples para pessoas sem problemas de audição, mas que para um surdo são dificultadas por falhas na comunicação.
 Para a produção do material, como ressalta a coordenadora da área de vídeo, Iara Franco, foram escolhidos atores surdos, tornando a situação mais real. A escolha de atores com deficiência partiu dos responsáveis pela disciplina, os professores (que são deficientes auditivos) Marcos Antônio de Souza Junior e Rodrigo Rocha Malta, ambos membros da Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos (Feneis). Foi um ano de trabalho exaustivo, sendo dois meses na elaboração das argumentações e oito meses para criar os roteiros, selecionar os atores, produzir e, finalmente, gravar.
 O professor Marcos Antônio, que perdeu a audição aos 6 anos por causa de meningite, ressalta que as novas tecnologias adotadas na disciplina a distância de Libras contam com a realidade aumentada. Por este recurso, o aluno pode visualizar a linguagem de sinais por meio de uma webcam focalizada sobre um marcador, o que possibilita a visualização do alfabeto, por exemplo, em terceira dimensão. "Na linguagem de sinais, a precisão dos movimentos é fundamental para a compreensão", observa o professor.
Marcos Antônio diz que o material, que tem dicas sobre o alfabeto, vai agilizar muito o aprendizado do aluno.
 Ele destaca que o trabalho tem abordagens comunicativas, expressões contextualizadas e não letra por letra ou fala por fala. Formado em Psicologia pela PUC, ele conta que só aprendeu a linguagem de sinais aos 21 anos. "Na época, por orientação de um médico, meus pais acreditavam que se eu aprendesse a linguagem de sinais acabaria por me acomodar e não conseguiria entender a leitura labial", diz o professor. No entanto ele entende perfeitamente esse tipo de leitura, tem uma vida normal e além de aulas dá palestras." (Fonte: Jornal Hoje em Dia, Minas, Educação, pag, 23, matéria Jaqueline da Mata)

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Prefeitura de Novo Hamburgo orienta fiscais de trânsito a prestar assistência à deficientes visuais

Os fiscais da Faixa Nobre estão encarregados de prestar assistência às pessoas com deficiência visual na travessia de vias públicas em Novo Hamburgo (RS). A ideia, concebida em reunião entre a Coordenadoria de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência (CPPD) e Secretaria de Segurança e Mobilidade Urbana (SESMUR), foi levada à direção da Companhia Municipal de Urbanismo (COMUR), que acolheu a sugestão. Segundo o Coordenador da CPPD, Darwin Kremer, há relatos de deficientes visuais que levam cerca de quinze minutos para atravessar ruas do centro do Município, em virtude do trânsito intenso e da falta de solidariedade de motoristas e de outros pedestres.
Com a nova medida, o objetivo é conscientizar a comunidade com um gesto simples, mas que facilita o tráfego de todos. “Essa orientação é importante para a segurança dos deficientes visuais. É uma atitude que envolve cidadania e deve seguir adiante”, salienta Darwin. Em breve, a CPPD agendará reuniões com a Brigada Militar e com a Guarda Municipal visando novas estratégias que facilitem a mobilidade urbana de pessoas com deficiência.
(Fonte: Agência de Notícias Novo Hamburgo)

segunda-feira, 18 de julho de 2011

EM CONCURSO DE MODA, ESTUDANTES CRIAM ROUPAS ADAPTADAS PARA DEFICIENTES

"Objetivo do concurso é incentivar a produção específica para este público, que ainda é muito mirrada no Brasil

Luisa Bustamante

Sob a máxima do “seja você mesmo”, a indústria da moda aposta frequentemente na ideia de que ter um estilo próprio é fundamental para o consumidor. Ironicamente, é justamente neste cenário que a falta de roupas adaptadas para deficientes físicos permite que o improviso e os gastos extras com costureiras se tornem companheiros diários daqueles que, por obra do destino, perderam a visão ou a mobilidade.
Com o objetivo de dar luz ao problema que atinge, segundo o Ministério da Saúde, cerca de 16 milhões de pessoas no Brasil, um concurso de moda premia, anualmente, estilistas com projetos de vestuários adaptados. A iniciativa da Secretaria de Estado dos Direitos das Pessoas com Deficiência de São Paulo está em sua terceira edição e encerra suas inscrições nesta hoje, 15 de julho.
Segundo a coordenadora do projeto, Daniela Auler, com o crescimento de vagas para deficientes físicos no mercado de trabalho aumenta também a necessidade de encontrar marcas que produzam roupas mais práticas e confortáveis. Daniela explica que, dependendo do tipo de deficiência, alguns modelos de vestimentas podem até prejudicar a saúde. “No caso de um cadeirante, os bolsos ou costuras nas calças podem fazer pressão na cadeira e provocar feridas ou escaras”, conta. “Além disso, não faz sentido ter um bolso na parte de trás da calça, então o compartimento deveria ser costurado na coxa.”
A coordenadora também cita as roupas com bordados em braille, indicando o tamanho e a cor das vestes nas etiquetas. “Uma vez uma participante fez um vestido todo bordado em braille e com aplicações em alto relevo, assim a pessoa poderia identificar o que está escrito na roupa que vai comprar”, acrescenta.
Vencedora do concurso no ano passado, a estilista Letícia Nascimento criou uma coleção específica para cadeirantes. Mesmo sem ter contato com ninguém que fosse deficiente, ela conta que se interessou pelo assunto no início da faculdade, durante uma aula, “a partir de então, eu comecei a pesquisar”, lembra. “Ouvi deficientes, médicos e psicólogos e dediquei os últimos três anos de faculdade à pesquisa. Quando soube do concurso, eu já sabia o que fazer, foi espontâneo."
Ainda assim, as pessoas com deficiência são obrigadas a apostar no improviso na hora de se vestir. A própria coordenadora do concurso admite que as coleções não chegam ao mercado, porque “falta investimento”. Cadeirante há 30 anos, Diva Salinas lamenta não poder se vestir da forma como gostaria. “Há alguns anos eu tinha uma costureira que preparava os moldes para mim”, conta Diva. “Hoje, tenho que me limitar à usar só malha mesmo. O grande problema é encontrar o molde certo para cada pessoa, porque o corpo vai ficando deformado com o tempo. E mesmo assim, quando mando fazer os ajustes, o valor da peça acaba dobrando”.
As iniciativas de comercialização de roupas adaptadas ainda são muito tímidas no Brasil. É o caso das estilistas Júlia Sato e Inayê Brito, que lançaram a marca Lira Inclusiva, com a proposta de vender sob encomenda roupas para deficientes. No entanto, Júlia comenta que a dificuldade de produzir em larga escala e a falta de acesso das pessoas com deficiência ainda são grandes desafios. "As empresas ainda não têm a preocupação de se adaptar para atender esse público", analisa. "Além disso, há um problema estrutural, porque uma vez que as deficiências são muito específicas, não dá para produzir em larga escala".
Coordenador do Instituto Novo Ser, entidade que luta pelos direitos das pessoas com deficiência, Fabinho Fernandes afirma que prefere ficar no improviso. “Prefiro fazer os ajustes com meu alfaiate, Seu Azevedo, que me cobra mais barato”, afirma Fabinho, que resolveu, por conta própria, adaptar suas roupas. “Deixo as camisas de botão abertas até pouco menos da metade coloco uma argola no fecho da calça, para conseguir suspender o zíper”, acrescenta.
O concurso é aberto a profissionais de moda de todo o país, que estejam cursando o ensino superior ou técnico." (Fonte: Jornal do Brasil)

Presos de Maringá (PR) ajudam pessoas com deficiência visual

Livros de literatura em alto relevo são produzidos para os cegos.
A cada três dias trabalhados, os presos ganham um dia de remissão da pena.

Presos de Maringá, no Norte do Paraná, começaram a ajudar deficientes visuais. Na própria penitenciária estadual eles produzem materiais em relevo e digitam livros que depois vão ser impressos em braile. O estúdio é adaptado e as ‘vozes’ dos detentos podem ser escutadas em várias cidades do Brasil e até de Portugal.
Veja a reportagem exibida no ParanáTV2ª edição, da RPC TV Maringá, clicando no link a seguir: http://g1.globo.com/parana/noticia/2011/04/presos-de-maringa-pr-ajudam-pessoas-com-deficiencia-visual.html
"Eu nunca imaginei assim que um dia em poderia contribuir com as pessoas - principalmente com a minha voz - porque eu não tinha grau de escolaridade”, afirmou o detento Marcos Gomes.
Os presos também aprendem com o que é produzido. São títulos religiosos, de autoajuda e didáticos. A cada três dias trabalhados, o detento ganha um de remissão na pena.
De acordo com diretor da penitenciária. Marcos Roberto Rodrigues, “o resultado foi tão positivo que a partir de maio estaremos produzindo apostilas para concurso público”. (Fonte: G1)

quarta-feira, 13 de julho de 2011

PUC MINAS VIRTUAL OFERECE CURSO DE LIBRAS

A partir do próximo semestre letivo, a PUC Minas Virtual oferece a disciplina língua brasileira de sinais (LIBRAS), na modalidade à distância. Aberta a todos os interessados, a inscrição pode ser feita até 5 de agosto nas secretarias acadêmicas dos polos de apoio presencial (lista: http://www.virtual.pucminas.br/) ou no campus Coração Eucarístico, em BH-MG, prédio 3. Saiba mais: (31) 32385656